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100+: Andrade Gutierrez aposta em equipe de novas tecnologias

A TI da construtora Andrade Gutierrez tem ritmo de trabalho intenso. E isto é sentido a partir de qualquer conversa que se tem com algum membro da equipe de tecnologia. Eles gostam de inovação e conseguiram espaço para testá-la em um setor ainda muito conservador apesar de acumular alguns avanços. Se criar um time voltado apenas para inovar era uma das metas traçadas para 2010, já não é mais. A equipe está montada, conta com processos estabelecidos, tem status de coordenação, e, para o próximo ano, terá orçamento separado e específico.

Por trás do feito está Cibele Fonseca, a CIO da companhia desde agosto de 2006. “Tenho cinco pessoas neste time e já elegi um como líder do grupo. Expliquei metodologia de estudo de viabilidade – trabalhei com isso na Vésper, onde fazia a gestão de novas tecnologias – e submeti para virar coordenação” comenta. Os membros do seleto grupo não atuam no dia a dia, como explica a executiva, pois precisam pensar em coisas novas, pesquisar, participar de palestras para testar o que poderá ser usado pelos funcionários num futuro próximo.

O trabalho deles foi dividido em duas etapas: trial, que é o ambiente de homologação e testes necessários, e estudo de viabilidade, onde é feita a comparação entre duas ou mais tecnologias. A seleção para esta segunda parte vem de uma tabela com variáveis técnicas, financeiras, de processos e comercial. “Com isto, dou valores a estas unidades e tenho resultado. A partir daí, parto para o julgamento, coloco num ambiente e testo antes de passar para instalação geral. Depois vai para a área de sistema ou infraestrutura para fazer implantação”, detalha. “Eles inventam, criam, participam de palestras, falam com fornecedores para ver o que, dentro do que é novo, é bom para o negócio.”

Com R$ 15 milhões para executar em 2010 e 49 pessoas para gerir, Cibele tem em andamento projetos de migração de sistema operacional, otimização de custo de impressão e gerenciamento de serviços de telecom por localidade. Mas o que ela mais tem pressa em rodar é a integração do comunicador instantâneo com videoconferência e telefonia. Eles utilizam o Microsoft Office Communicator (MOC) desde o ano passado, mas apenas para função chat, que pode ser acessado até da casa do funcionário.

“É a mesma coisa que MSN, mas só o funcionário fala, apesar de poder adicionar pessoas externas. No começo travei vídeo e telefonia por questão de segurança”, argumenta. Agora, com um projeto em conjunto com a Brasoftware, o objetivo é MOC com chat, telefone e videoconferência. Haverá troca para central IP. Quando o projeto estiver completo, o usuário poderá acessar o ramal de onde estiver e falar pela rede, o telefone estará dentro do computador.

As obras espalhadas pelo Brasil e exterior devem se beneficiar da solução. A tomada de decisão será mais ágil e facilitada pelo suporte de vídeo. A liberação do serviço no local será uma decisão que caberá ao líder da obra, como pontua Cibele. Como tudo está em andamento, ela comentou que fará um road show para apresentar as soluções aos executivos da companhia e, assim, decidir detalhes como periféricos, fornecedores de aparelhos etc. “Tenho de mostrar tudo: telefone de mesa, vídeo, suporte e como funcionará. Tenho que me preocupar com o pós-venda da minha área. De onde estiver, eles têm de conduzir os negócios com segurança.”

Cibele, que, na entrevista do ano passado, prometeu mais proximidade com as obras, para o ano que vem acredita que terá algum estudo envolvendo tablets. Em encontro com um fornecedor nos Estados Unidos, enxergou diversas possibilidades para sua empresa. “Vídeo, apontamento, prospecção comercial, com MOC e tablet, isto muda muito. Vamos testar para ver quem se adequará melhor ao negócio.” O dinamismo que se assiste por lá é o que tem destacado a companhia no estudo As 100+ Inovadoras no Uso de TI. Nos últimos quatro anos, a construtora ficou, respectivamente, no ranking geral, em 10º, 2º, 3º e 2º, sempre vencendo na categoria que disputou.

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