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100+: Abril coloca inovação na linha de frente

O setor de mídia vive uma revolução baseada em tecnologia, que a cada dia leva conteúdo para novas frentes e diferentes dispositivos. Muitos “profetas” anunciam a morte das informações impressas em papel. Se isto vai ocorrer, talvez seja uma posição radical demais para defendermos neste momento. A questão é: querendo ou não, os impactos das mudanças na indústria serão consideráveis e os gestores de TI que nela atuam já vivem no centro nervoso destas transformações. Inovar, para eles, surge quase como uma necessidade.

Talvez por conhecer o momento pelo qual o setor passa no mundo, Max Aniz Thomaz afirmou no estudo As 100+ Inovadoras No Uso da TI que a missão do departamento que comanda reside em alcançar os objetivos de negócio, focando na liderança da TI para trazer valor à corporação, priorizando projetos e requisições. “Há uma grande mudança nas linhas de negócio e, paralelo a isto, precisamos de uma tecnologia inteligente e ágil”, define o CIO do Grupo Abril, terceiro lugar no ranking geral e primeiro colocado na categoria de comunicações e telecomunicações.

A nova geração vai consumir conteúdo de uma forma diferente. Por isto, se faz necessário acompanhar o que ocorre no mundo.”Temos de buscar novos negócios e outras frentes”, afirma, ainda sem resposta sobre qual será o modelo dominante neste emergente panorama midiático. Para achar caminho numa estrada em construção, a Abril viu que precisava inovar olhando tanto para forma como a tecnologia beneficia o negócio quanto para os produtos que coloca ao mercado.

A visão de colocar inovação na linha de frente veio em por volta de 2006, quando a corporação saía de um período instável. “Conversávamos bastante e fizemos um trabalho chamado de plano diretor, por meio do qual mostramos que, naquele momento, o Grupo já estava com musculatura e preparado para que a TI se colocasse de outra forma.” A meta era assumir uma posição mais estratégica e buscar novas soluções aos negócios para alcançar resultados significativamente superiores aos atingidos até então.

O esforço culminou no estabelecimento, há um ano e meio, de um time dedicado à inovação em tecnologia que se reúne por meio período duas vezes por mês. O movimento contempla uma sistemática que começa na coleta de ideias a partir de mecanismos como blog, discussões com fornecedores e comitê de inovação. Isto leva à segunda fase, quando se realizam análise para detalhamento, viabilidade e cálculo de retorno sobre investimento. O passo seguinte é a experimentação, com grupos multidisciplinares, provas de conceito e testes. Por fim, há a divulgação dos resultados. Uma estrutura de gestão da inovação permeia todo o trabalho, medindo desempenho e nutrindo o projeto.

Método

De cerca de 150 ideias submetidas desde maio de 2009, mais de 20 inovações foram finalizadas até o momento; das quais uma dezena está efetivamente implantada. Encontram-se iniciativas de TI verde, ferramenta de web conferência em nuvem, colaboração e uma tecnologia que permite oferecer conteúdo multimídia por meio de tags (etiquetas) em meios impressos ou digitais. Além disso, o grupo apostou e adotou um software de gestão focado no mercado de mídia. Em andamento, o time de Thomaz toca inovações na seara de teletrabalho, convergência de tecnologias corporativas e pessoais, além de um sistema para a construção de ambientes tridimensionais a partir de coleção de fotos.

O resultado alcançado revela zelo com processo. “A ideia pode surgir de madrugada, mas a inovação tem toda a parte da execução. Tem de ser cobrado e ter prazos para dar resultados, precisa de indicadores e metodologias”, defende o CIO sobre as ferramentas utilizadas. Aos poucos, a cultura  se introduz nas rotinas corporativas. A empresa, nas palavras do executivo, fala em tecnologia. “A pressão é grande e o conhecimento do assunto é alto”, comenta, observando que os leitores começam a perceber as evoluções de TI. “Mas acho que isso virá mais forte nos próximos anos como fruto de investimento e mudança de paradigma trazida por avanços em hardware e de comportamento do acesso ao conteúdo”, comenta.

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