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10 tendências tecnológicas para educação superior em 2016

Líderes do ensino superior estão adotando tecnologias em prol da vantagem competitiva e modelos de negócios emergentes. De acordo com uma pesquisa do Gartner, gastos globais com o setor irão exceder US$ 38,2 bilhões em 2016.

Apesar de ser considerado um segmento conservador e de evolução lenta, é apenas uma questão de tempo até que instituições sejam impactadas por novas tecnologias, de acordo com Jan-Martin Löwendahl, vice-presidente e analista distinto da consultoria.
O Gartner traçou 10 tendências que poderão impactar a indústria da educação neste ano. Confira.

1. Aprendizagem adaptativa: instituições estão cada vez mais buscando na aprendizagem adaptativa formas de resolver desafios relacionados ao fornecimento de aprendizado personalizado em massa. Essa tecnologia ajusta de forma dinâmica a maneira como o conteúdo é apresentado aos alunos com base em suas respostas ou preferências.

2. Análise preditiva: envolve a extração de um modelo analítico a partir de múltiplas fontes de dados para prever comportamento ou resultados futuros. Esse tipo de tecnologia é vista por líderes de ensino superior como parte fundamental da estratégia para aprimorar o sucesso do aluno e poupar dinheiro por meio de uma melhor retenção.

3. CRM: é uma ferramenta amplamente reconhecida para monitoramento e gestão de relações com constituintes, incluindo atuais e futuros alunos, pais, ex-alunos, empresas, benfeitores e outros parceiros da instituição. Sistemas CRM tem dois objetivos principais: automatizar e melhorar processos centrados nos alunos, e produzir análises que servem para implementar a tomada de decisão. Esse tipo de ferramenta pode ser adotada para apoiar todas as fases da vida do aluno.

4. Exoestrutura: uma estratégia de exoestrutura significa adquirir uma capacidade crítica de interoperabilidade, uma estratégia para voluntariamente aumentar a integração e parcerias no ecossistema educacional. Quando bem feita, uma abordagem dessa permite às instituições impulsionar serviços na nuvem em vez de ter de trazê-los internamente.

5. Microcredenciais abertas: microcredenciais na forma de badges e pontos já estão disponíveis há algum tempo no ambiente digital, e também em ecossistemas de aprendizado. Mas um dos principais problemas é que esse segundo cenário geralmente é proprietário, o que dificulta a exibição de realizações fora dessa “caixa”.  Para as instituições de ensino, a emissão de microcredenciais abertas representa uma capacidade de baixo custo e de alto valor que irá fornecer ainda mais motivação aos alunos.

6. Avaliação digital: refere-se a aplicações que criam, administram, reportam e gerenciam testes e exames e desempenham papel importante na educação on-line.

7. Máquinas inteligentes: uma tendência nova e que promete levar capacidades de análise e aprendizado adaptável a um novo nível que aproxima a educação algorítmica. Máquinas inteligentes serão um diferencial importante no sentido de ajudar a instituição a articular o seu valor e a agregar valor ao estudante.

8. Ecossistemas de recursos para educação aberta (OER): são conteúdos e meios de comunicação fáceis de serem encontrados, amplamente disponíveis e cada vez mais englobam ferramentas e serviços que tem como objetivo melhorar a qualidade e a produção de conteúdo aberto. Não é algo novo em sua essência, mas está cada vez mais ajudando a diminuir custos para estudantes e aumentar o controle de conteúdo e canais de ensino. Com esse ecossistema, os usuários podem reter, reutilizar, rever, misturar e redistribuir o conteúdo livremente.

9. Auditiva e sensorial: no setor de educação superior, o uso de ferramentas para audição e recrutamento social estão em estágios embrionários e são mais utilizadas no setor de RH. No entanto, há um potencial para que essas tecnologias tenham papel significativo na jornada do estudante. Ainda há muito o que ser explorado.

10. Tecnologia de colaboração: esse tipo de tecnologia facilita o ramo de pesquisas, educação e melhora a eficácia entre equipes. Não é uma tendência nova, mas representa uma importância crescente na educação on-line globalizada, em que membros da equipe não estão geograficamente no mesmo espaço.

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