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10 ferramentas para prevenir inalterabilidade de fornecedor de nuvem

Na computação corporativa, se prender a fornecedor é, muitas vezes, inevitável. Esta inalterabilidade acontece quando, por exemplo, uma empresa em particular – como a IBM, Microsoft ou Cisco Systems – se torna a fornecedora dominante de uma determinada tecnologia e desenvolve produtos que capturam as vantagens com elementos proprietários. Isso evita que clientes mudem para outros fornecedores e garante que apenas os fornecedores proprietários continuem faturando com aquela tecnologia.

Com a IBM, foi o mainframe. A Microsoft, por muitos anos, dominou a computação de usuário-final com o sistema operacional Windows, e a Cisco se tornou a fornecedora dominante de redes corporativas na era da Ethernet.

Com o surgimento da computação em nuvem, no entanto, os consumidores podem evitar se prender tomando de volta para si o poder desta decisão. A nuvem é um ambiente altamente padronizado, com novos padrões surgindo o tempo todo – como o Open Virtualization Format 2.0 (OVF) da DMTF – que permitem a tradução de formatos proprietários de máquinas virtuais.

Uma forma de se prender na nuvem é usar apenas ferramentas que reconhecem máquinas virtuais VMware ou máquinas virtuais do Amazon Web Services baseadas em Amazon Machine Images. Esses formatos de arquivos virtuais são proprietários. Eles podem ser convertidos e movidos, mas você precisa das ferramentas certas para isto. De frente com a possibilidade de que os clientes poderiam fazer isso sozinhos, o Amazon Web Services mudou radicalmente apenas seu formato de máquina virtual para reconhecer, também, o formato da VMware. VMware e Microsoft reconhecem e produzem algumas ferramentas que funcionam com os formatos de arquivos umas das outras. Os antigos laços estão desatando-se pela natureza da computação em nuvem, e este processo deve continuar.

Enquanto ainda existem muitas armadilhas proprietárias na nuvem – por exemplo, usando apenas a linguagem .net, da Microsoft, e rodando cargas de trabalho apenas na nuvem Windows Azure – você não precisa se manter preso nelas. Ferramentas que reconhecem a linguagem .net, mas implementam em nuvens públicas estão disponíveis. Não deixe que a conveniência da familiaridade de um fornecedor te levar à inalterabilidade. A computação em nuvem não é propriedade de ninguém – pelo contrário, ela pode ser a fundação sobre a qual muitos fornecedores irão competir.

Além disso, os usuários corporativos da nuvem estão ansiosos para utilizar uma variedade de serviços. Eles estão construindo nuvens privadas locais para armazenar os dados mais críticos, mas também querem interoperar com nuvens públicas para atividades relacionadas com clientes. Esta combinação é chamada de nuvem híbrida, e existem diversas ferramentas disponíveis.

De modo geral, as melhores ferramentas vão além da infraestrutura operante para ver como os servidores separados estão funcionando. Elas oferecem uma visão sobre o aplicativo, que utiliza recursos em grupos ou virtualizados, como armazenamento ou interligações. Este ponto de vista centrado em aplicativo gera questões como: de que maneira o aplicativo está rodando? É necessário executar análises para verificar se algo está errado? É preciso escalar mais? Como o usuário final vê o aplicativo?

Manter opções nas mãos do gerente de TI é uma parte importante da computação em nuvem. Aqui estão 10 ferramentas que podem te ajudar a evitar a se prender e continuar seguindo em frente.

Enstratus

A Enstratus oferece um console de gerenciamento que funciona em mais serviços de nuvem pública do que a maioria dos concorrentes. O console configura sua carga de trabalho em uma camada neutra do software, usando código aberto Puppet ou Chef, então traduz para mover para uma nuvem pública. Ele pode mover dados para o Amazon Web Services, Bluelock, GoGrid, CloudSigma, Eucalyptus Community Cloud, HP Cloud, Rackspace e outros.

O console da Enstratus oferece ao operador uma visão das cargas de trabalho na nuvem privada interna e na nuvem pública externa. O console também se conecta a uma lista adicional de serviços de armazenamento em nuvem, como Google Storage for Developers ou EMC Atmos. A mais recente infraestrutura de nuvem pública suportada é a SmartCloud Enterprise, da IBM.

BMC

A BMC é uma empresa de software de gerenciamento de sistemas com raízes no mundo do mainframe. Oferecendo capacidades de diagnóstico de solução de problemas, a BMC se realinhou, silenciosamente, como fornecedora neutra de gerenciamento de sistemas para computação em nuvem. Ela começou com oproduto de gerenciamento de configuração de banco de dados líder no mercado, Atrium, e criou, a partir dele, seu sistema de automação de cluster x86, BladeLogic. O Cloud Lifecycle Management pode provisionar máquina virtual de qualquer um dos maiores fornecedores de virtualização e designá-las a armazenamento e rede, permitir self-service de usuário-final a partir de um catálogo, gerenciar políticas, criar projetos para software reutilizável, implementar cobrança retroativa de usuário e monitorar o ambiente resultante.

O produto-irmão, BMC Cloud Operations Management, acrescenta know-how operacional contínuo. Ele pode examinar uma variedade de hardware e recursos virtualizados para identificar pontos de lentidão ou problemas, oferecer análise de causa-raiz e usar análises preditivas para identificar o próximo ponto problemático ou executar gerenciamento de capacidade. Sua versão mais recente, COM 9.0, leva o gerenciamento de nuvem para operações em nuvens híbridas, com o data center estendido em nuvem pública. Diferente de algumas ferramentas, esta pode focar, também, em desempenho de aplicativo, com informações essenciais derivadas do Atrium, e oferecer substituição de carga de trabalho direcionada por políticas em servidores de nuvem.

Abiquo

A Abiquo, fundada em 2006, em Redwood City, Califórnia, pegou a onda emergente da nuvem no momento certo, com ênfase na interoperabilidade de nuvem privada/pública e mobilidade entre serviços de nuvem pública. O Abiquo Enterprise Edition é um sistema Java que pode gerar e implementar carga de trabalho em diversos ambientes de nuvem. Ele funciona com máquinas virtuais geradas por grandes hipervisores: ESX Server, da VMware; XenServer, da Citrix Systems; Hyper-V, da Microsoft; código aberto KVM e Xeb; e OracleVM, da Oracle.

Um sistema de gerenciamento e implementação de carga de trabalho para nuvens privadas acionadas por esses hipervisores, também é capaz de implementar em nuvem pública e permite que gerentes de TI vejam todas as cargas de trabalho em um único painel.

Ele inclui relatório em código aberto JasperSoft e receitas OpsCode Chef para autoprovisionamento de usuário final. Especialmente equipado para trabalhar com servidores Unified Computing System, da Cisco Systems, geralmente implementado em ambientes altamente virtualizados, ele pode designar um template de perfil de serviço para cada blade UCS em um rack, oferecendo as características de computação necessárias pela carga de trabalho que irá servir.

As nuvens públicas com que se conecta incluem as populares Amazon Web Services, Google App Engine, Microsoft Windows Azure, Engine Yard, Force.com, daSalesforce.com; Heroku e algumas nuvens menos populares, como GreenQloud. Para operações internacionais, a interface de usuário do Abiquo suporta oito línguas.

ServiceMesh

O ServiceMesh tenta incorporar os frequentes updates do processo DevOps no gerenciamento de aplicativos de nuvem e serviços de nuvem. Faz isso por meio da ServiceMesh Agility Platform, tanto para desenvolvedores quanto para gerentes de operações em nuvem. O ServiceMesh oferece fortes funções front-end, incluindo um componente Planner, que avalia o tipo de carga de trabalho que um aplicativo representa; um componente Designer, que é um conjunto de softwares gráficos para produzir carga de trabalho, template e aplicativos criados a partir de diferentes linguagens; um componente de autoprovisionamento de usuário-final chamado ServiceMesh Store; e o Release Manager, um painel que ilustra os ambientes de implementação durante o ciclo de vida de um aplicativo. O ServiceMesh atua no lado das operações com o componente Operations para monitoramento e relatórios.

Independentemente de onde o aplicativo é implementado – nuvem privada, pública ou híbrida – a implementação pode ser automatizada na plataforma. Segurança idêntica e políticas de compliance seguem o aplicativo, onde quer que ele rode. Conforme os aplicativos são atualizados, as atualizações são automaticamente enviadas aos ambientes de nuvem e o acordo de serviço é reforçado. O ServiceMesh pode ser utilizado para gerenciar Vblocks, os racks virtualizados dos servidores da VMware, EMC e o subsidiário da Cisco, Virtual Computing Environments.

RightScale

O RightScale é um antigo serviço online de provisionamento, implementação e gerenciamento de cargas de trabalho em diversas nuvens privadas e públicas. Desde 2007, o serviço se concentra em esconder o máximo possível de seus processos de configuração e implementação no sistema RightScale Cloud Management, para que o cliente  não veja ou se preocupe com nada – ele lida com questões relacionadas a formatos de máquinas virtuais e processos de conversão.

O co-fundador e CEO Michael Crandell  defende clientes usarem múltiplas nuvens públicas e selecionarem o melhor ambiente para suas cargas de trabalho com base na agilidade da plataforma em gerenciar migrações. O RightScale implementa carga de trabalho em SoftLayer, Rackspace, AWS, Windows Azure, Datapipe e HP Cloud, entre outros. Para os clientes que buscam gerenciamento local de nuvens privadas, o RightScale pode implementar nas três maiores nuvens internas em código aberto: Eucalyptus, CloudStack e OpenStack. Uma vez que a carga de trabalho é implementada, o RightScale monitora as operações e o balanceamento automático de carga lida com as necessidades de escalonamento dentro dos parâmetros do cliente. O cliente tem seu próprio painel de visualização dos sistemas em funcionamento e pode modificar as diretrizes operacionais conforme desejar.

Scalr

O Scalr é um sistema de gerenciamento de carga de trabalho que começou como um projeto de código aberto pelo MediaPlug, um serviço de compartilhamento de mídia, para enviar carga de trabalho para o Amazon Web Services. Hoje, ele é um projeto em código aberto Apache 2 em Google Code, com uma versão corporativa oferecida como um serviço hospedado pela startup Scalr.net, fundada por Sebastian Stadil. Ele pode provisionar servidores no EC2, escalonar servidores conforme demanda de tráfego, executar recuperação de desastre e permitir mudanças no gerenciamento de servidor. Embora o Scalr seja descrito como um “RightScale mais fraco”, suas capacidades estão cada vez mais sofisticadas. Ele pode recuperar um servidor estagnado e escalonar e recuperar servidores de bancos de dados assim como aplicativos regulares de carga de trabalho.

Gravitant

A Gravitant é um exemplo do que pode se tornar uma nova forma de distribuir serviços de nuvem: uma corretora de serviços de nuvem. A plataforma Cloud Matrix CSB, da Gravitant, é uma plataforma de corretagem e gerenciamento de serviços de nuvem, permitindo que empresas contratem uma variedade de provedores de serviços públicos e privados integrados em um único portal de catálogo, provisionamento e cobrança. As empresas podem simular várias misturas de serviços de nuvem para explorar diferentes cenários e preços. Com o Cloud Matrix CSB, uma empresa pode ter um data center virtual que utiliza diversos serviços em nuvem, enquanto gerencia o data center usando uma única unidade. A Gravitant é uma das primeiras empresas a oferecer tal serviço de corretagem.

Kaavo

Baseada em Stamford, Connecticut, a Kaavo tem uma abordagem única: em vez de focar em infraestrutura de nuvem, ela foca no gerenciamento do ciclo de vida do aplicativo – não importando se o aplicativo encontra-se em nuvem pública, privada ou híbrida. Para isso, ela utiliza seu próprio arquivo de definição de sistema, um único arquivo XML que captura uma descrição tanto dos componentes quanto da sequência de orquestração de um aplicativo complexo.

Introduzido, inicialmente, em 2009, no carro-chefe da Kaavo, a ferramenta de orquestração e implementação de carga de trabalho IMOD, o uso do arquivo de definição permite que a IMOD prepare, automaticamente, a carga de trabalho para a implementação em qualquer grande ambiente de nuvem. A IMOD pode simplificar alterações em código de aplicativo, atualizações e implementação em apenas alguns cliques no painel de gerenciamento. Também rastreia todas as alterações no arquivo de definição.

O arquivo de definição pode convocar uma ferramenta de carga de trabalho para executar eventos agendados, como implementações. Pode executar escalonamento automático, e definição automática segura de conexões de rede, quando necessário.

A Kaavo tem a intenção de gerenciar o ciclo de vida do aplicativo com carga de trabalho em nuvem, por isso, pode ser utilizada para governar desenvolvimento e testes, assim como implementação de produção. Ela rastreia horas de uso para cobrança e cobrança retroativa. Pode ser implementada em diversos ambientes de nuvem, mas apenas uma forma de visualização do aplicativo é mantida. Roda em HP Cloud Services, Amazon Web Services EC2, IBM Enterprise SmartCloud, Logicworks, Rackspace, Terremark e nuvens equipadas com vCloud Director, da VMware.

VMTurbo

O Operations Manager da VMTurbo permite que uma nuvem privada, de diferentes fornecedores, gerencie máquinas virtuais de diferentes fontes. Ele suporta vSphere e VCloud Suite, da VMware; Windows Server 2012 com Hyper-V 2012, da Microsoft; Red Hat Virtualization com KVM e XenServer, da Citrix. Suporta, também, CloudStack, um código de implementação em código aberto de software de nuvem baseado em OpenStack.

A empresa, com sede em Burlington, Massachusetts, criou um ponto centrado em aplicativo no Operations Manager, enquanto permite que o aplicativo rode em uma variedade de formatos de máquina virtual. A VMTurbo coleta dados das máquinas virtuais em execução para monitorar o desempenho e a saúde do aplicativo e utiliza esta análise para determinar se um aplicativo tem a capacidade necessária do servidor.

A ferramenta de análise pode aplicar regras e políticas do negócio para mostrar um painel em um cluster de servidor que soma necessidades das cargas de trabalho existentes, capacidade restante e projeta futura capacidade necessária. A VMTurbo oferece uma visão multi-hipervisor, enquanto mantém as tendências em demanda e as ferramentas de planejamento de capacidade.

CA Technologies

A CA Technologies está adormecida entre este conjunto de ferramentas de diversos fornecedores. A empresa tem seguido firme com agressivas aquisições de nuvem, incluindo Oblicore, WebQOS, Nimsoft e 3Tera. A CA conseguiu tração com a implementação AppLogic da 3Tera.

O AppLogic oferece uma interface gráfica em que o usuário pode criar e implementar modelos de servidores em nuvem. A ferramenta está sendo usada, atualmente, pelo serviço de nuvem global, orientada a negócios, SavviDirect, uma unidade da CenturyLink, com 50 data centers. A CA converteu o AppLogic, da 3Tera, em um produto usado como base para a plataforma de orquestração do SavviDirect, AppGrid, um sistema gráfico para criação e implementação de carga de trabalho em nuvem.

A ferramenta AppLogic, da CA, tem muitas características fortes, como a habilidade de incluir carga de trabalho em nuvem como parte de um processo de negócio. A CA, que vem coletando as melhores práticas de clientes de suas aquisições, incluindo 3Tera, Cirrhus9, Contegix e DNS Europe, já roda mais de 400 operações em nuvens públicas e privadas com sua linha de produtos. Se isso será suficiente para que a CA se mantenha neste agressivo grupo de provedores de ferramentas de nuvem, o tempo dirá.

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