10 dicas para minimizar o risco do cibercrime em criptomoedas

US$ 30 milhões em um dia. Este foi o prejuízo resultante de um ataque hacker realizado esta semana contra a sul-coreana Bithumb, sexta maior bolsa de criptomoedas do mundo. Já ao longo de todo o último ano, o valor roubado em moedas virtuais globalmente passa de US$ 1,2 bilhão, segundo dados de uma pesquisa da ONG Grupo de Trabalho Anti-Phishing (APWG).

Ainda conforme a ONG, a perda bilionária não vem somente de roubos do cibercrime, mas também da aliança entre hackers e criminosos de outras áreas, como o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

“De acordo com o levantamento, o valor foi calculado com base em casos relatados e não relatados à polícia, e que somente algo em torno de 20% das criptomoedas roubadas foram recuperadas”, comenta o especialista em segurança da informação Leonardo Goldim, diretor do IT2S Group.

Para mitigar os riscos do cibercrime e salvar a pele de empresas e investidores do universo das critpomoedas, o gestor lista algumas dicas:

1. Crie um e-mail exclusivamente para tratar com sua corretora de criptomoedas, e não use esta conta para qualquer outro fim.

2. Nada de senhas óbvias: utilize senhas longas e complexas, composta de letras, números, símbolos, maiúsculas e minúsculas. É uma dica fácil, mas comumente ignorada.

3. Ainda em relação às senhas, jamais as armazene no computador.

4. Caso a corretora de sua conta de criptomoedas requeira autenticação de dois passos baseada em SMS e recuperação por e-mail, desative este recurso. Muitos hackers utilizam ataques por meio do número de telefone do usuário para invadir suas contas e roubá-los, convém não arriscar.

5. Pelo mesmo motivo, entre em contato com sua operadora de celular e solicite um código de acesso para sua linha telefônica.

6. Nunca exponha seu investimento em criptomoedas. Não fale sobre ele nas redes sociais, sites, fóruns ou qualquer espaço público.

7. Diversifique as corretoras onde fará seus investimentos em criptomoedas e utilize um e-mail e senha únicos para cada conta. Dificilmente um hacker invadirá todas. Neste caso, se for atacado, você não terá prejuízo total.

8. Manter as criptomoedas moedas offline, em uma cold wallet, também pode ser muito útil.

9. Hackers podem se passar por potenciais receptores de bitcoins. Para se proteger disso, tenha máximo cuidado com as corretoras escolhidas: prefira empresas de idoneidade comprovada pelo mercado, e confira com outros usuários sua experiência com a companhia.

10. Muita atenção a ofertas de serviços relacionado a bitcoins, como plataformas de câmbio. Já houve casos em que empresas apresentaram esta oferta e, após receber os bitcoins, desapareceram da Internet. Normalmente, este tipo de agente se oculta na deep web ou em plataformas de investimento de risco, então evite arriscar-se por estes caminhos.

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