​​​​​​​​Tecnologia dará mais precisão à previsão do tempo

Uma estação meteorológica de baixo custo, com diversos sensores integrados (de tipos diferentes) e recursos de conectividade para a transmissão, em tempo real, dos dados coletados para a nuvem onde serão processados. E, com a adição de inteligência, maior precisão das informações relacionadas à previsão do tempo e a possibilidade de emitir alertas sobre possíveis enchentes, deslizamentos e catástrofes ambientais que castigam as cidades.

Esse é o foco do projeto inovador desenvolvido pela Unidade EMBRAPII CPqD – com apoio do Sebrae – em parceria com a startup Pluvi.On e o Grupo Icatel. A Pluvi.On foi uma das empresas convidadas pela organização do evento para demonstrar sua solução, que é resultado desse projeto: uma estação meteorológica compacta para monitoramento de condições climáticas em tempo real, em pontos específicos, que incorpora sensores para medição do volume e intensidade de chuva, de temperatura, umidade do ar e de direção e velocidade do vento.

“A ideia é espalhar essas estações de baixo custo por todo o país, para ter uma base de dados mais ampla e, com isso, melhorar a qualidade da informação”, afirma Diogo Tolezano, CEO da Pluvi.On. “Quanto mais estações e mais sensores, mais dados coletados e mais precisa a previsão do tempo, que poderá ser fornecida por regiões específicas”, acrescenta. Criada em 2016, a Pluvi.On é uma das dez startups de impacto social escolhidas pelo Facebook para a primeira etapa de aceleração em seu espaço colaborativo no Brasil – a Estação Hack, centro de apoio à inovação inaugurado no ano passado, em São Paulo.

“Os dados coletados pelas estações de monitoramento alimentarão o supercomputador do nosso parceiro responsável pela análise e previsão meteorológica”, explica Tolezano. Ele ressalta que o projeto permite adicionar à nova estação de monitoramento – que será produzida e instalada pela Icatel – outros tipos de sensores, em função do interesse da área que vai utilizar a aplicação. “O nível de radiação solar, por exemplo, é uma informação importante para o setor agrícola. Já dados sobre o nível de ruído ou de emissão de CO2 podem ser relevantes em aplicações de cidades inteligentes”, afirma.

A transmissão dos dados dos sensores para as aplicações na nuvem será feita por meio de interfaces de comunicação baseadas em padrões LPWAN (Low Power Wide Area Network) específicos para Internet das Coisas (IoT) – como Sigfox e LoRa. E, para facilitar o desenvolvimento de aplicações IoT que se alimentam dos dados gerados pelas estações meteorológicas, foi adotada a plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPqD.

“A dojot tem a função de facilitar a coleta e armazenamento dos dados dos sensores, a gestão das estações e dispositivos e, principalmente, o desenvolvimento de aplicações da Pluvi.On destinadas a fornecer informações meteorológicas e previsão do tempo para públicos diferentes”, explica Vinícius Garcia de Oliveira, responsável pela área de cidades inteligentes no CPqD.

Entre os setores que já demonstraram interesse em adquirir as novas estações meteorológicas da Pluvi.On, Tolezano destaca o agronegócio, distribuidoras de energia elétrica, empresas de transportes e de engenharia. “Além disso, as prefeituras interessadas em implantar o conceito de cidades inteligentes são potenciais usuárias dessa solução”, conclui.

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