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YouTube custa menos do que se imagina para rede do Google

O YouTube consome “muito menos do que se imagina” em tráfego de dados para o Google, afirmou a empresa. Mesmo com mais de 1 bilhão de visitantes por dia, o custo do site de vídeos YouTube, em termos de consumo de banda é baixo graças a redes de compartilhamento, mostra uma pesquisa divulgada pela empresa Arbor Networks.

O estudo sobre o tráfego global da internet, realizado pela Universidade de Michigan e pela Merit Networks, nos Estados Unidos, gerou polêmica após a publicação de uma notícia da revista Wired afirmado que a conta paga pelo YouTube é de ‘quase zero’ para o Google.

De acordo com uma nota do site Data Knowledge Center, a conta do YouTube “não chega a zero”, mas pode ser enxuta porque o serviço de vídeos distribui os custos de entrega por meio de redes de compartilhamento parceiras. Além disso, sua estrutura faz parte de uma rede interna chamada GoogleNet, que liga os data centers do Google por meio de cabos de fibra óptica adquiridos pela gigante de internet.

Na avaliação do especialista em vídeos online, Dan Rayburn, o estudo foi interpretado incorretamente pela Wired.com, já que a Arbor Networks se refere a custos de “tráfego”, que são diferentes de custos de “largura de banda”.

Segundo Rayburn, embora o Google consiga economizar fazendo uma rede de compartilhamento de dados junto a grandes provedores de acesso, não é provável fazer os mesmos acordos com pequenos provedores.

O compartilhamento (do inglês, ‘peering’) permite que dois provedores de acesso troquem volumes consideráveis de dados conectando-se diretamente e criando um atalho que evita o roteamento de tráfego por meio de conexões pagas de internet. A prática de ‘peering’ é geralmente gratuita e funciona como uma opção para reduzir custos com consumo de banda por sites e redes com alto volume de tráfego.

O Google não informa os valores gastos com seus serviços, mas um post recente do YouTube sugere que a empresa não está perdendo dinheiro com o site de vídeos. “A verdade é que toda a nossa infraestrutura foi construída do nada, o que significa que modelos que usam padrões da indústria geralmente têm preços muito altos quando se trata de largura de banda e custos relacionados”, disseram Chris Dale e Aaron Zamos, do YouTube.

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