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XaaS: Está na hora de pensar em Tudo como Serviço

Quando toda essa crise passar, qual lição levaremos? Em minha opinião, um dos aprendizados mais importantes que a pandemia do coronavírus nos deixará é a certeza de que tudo pode mudar rapidamente. De um dia para o outro, por exemplo, tivemos de redirecionar nossos objetivos, rever hábitos e alterar o modo como vivemos e nos relacionamos com os outros. Para as empresas, essa realidade de alteração constante também é verdadeira.

Companhias inteiras foram obrigadas a sair dos escritórios desde o início das medidas de distanciamento social provocadas pelo avanço do Covid-19. Elas interromperam suas rotinas e migraram estruturas enormes – e muitas vezes antigas e desatualizadas – para novos ambientes virtuais capazes de suportar melhor o trabalho remoto.

Mas poderia ser diferente? A pandemia é um exemplo extremo, mas a verdade é que as transições podem, sim, ser mais fáceis – pelo menos do ponto de vista da tecnologia. É justamente essa, aliás, a principal oportunidade trazida pelo conceito do “Tudo como Serviço”, ou XaaS (Everything as a Service, em inglês), que vem conquistando companhias pelo mundo afora.

Segundo levantamentos globais, até 2023, 80% das soluções adotadas pelas empresas serão contratadas no formato de serviços. Por quê? Basicamente, porque a utilização de TI como serviço abre a possibilidade de escalar ou flexibilizar os modelos de sustentação da área de tecnologia de acordo com as demandas e condições do negócio.

A aplicação do XaaS representa uma vantagem competitiva para as companhias de todos os portes, ao permitir que os líderes direcionem o investimento em ofertas realmente assertivas, com custo previsível, suporte sempre atualizado e menores custos. Isso vale para a contratação de infraestrutura, software e gestão, entre outros, garantindo mais velocidade para aprimorar e mudar a estratégia quando necessário.

Não há dúvidas, portanto, de que a agilidade proposta pelo modelo XaaS atende as demandas do novo normal corporativo trazido na esteira dos efeitos provocados pela disseminação do Covid-19. Assim como a Computação em Nuvem trouxe novas oportunidades para a expansão dos negócios com o SaaS (Software as a Service), agora chegou a vez de escalar essa proposta e usar a Cloud também para ampliar as ofertas de Infraestrutura (IaaS) e Plataforma (PaaS) como Serviço, e de outros caminhos menos conhecidos, incluindo Monitoramento como Serviço (MaaS), Comunicação como Serviço (CaaS), Recuperação de Desastres como Serviço (DRaaS) e muito mais.

Mais do que uma tendência de mercado, investir em soluções contratáveis e específicas significa uma opção para equacionar os planos de retomada dos negócios. Estudos demonstram que a área de Computação em Nuvem deverá ser uma das primeiras vertentes de tecnologia a superar a oscilação gerada pela pandemia, crescendo solidamente já a partir do ano que vem.

Estamos entrando em um período em que a prioridade da área de tecnologia não será mais oferecer produtos ou sistemas pré-concebidos, mas, sim, apresentar respostas completas aos desafios enfrentados pelas organizações.

O foco deve ser contar com as melhores e mais avançadas soluções para otimizar o dia a dia de fábricas, escritórios, laboratórios, hospitais, escolas etc. Para isso, além de buscar tecnologia de ponta, os líderes deveriam ter consultores que tornem, verdadeiramente, suas operações mais simples, produtivas e previsíveis.

O XaaS é uma oportunidade estratégica para as companhias, ao permitir o aumento da mobilidade e da disponibilidade dos negócios, bem como a redução de custos e complexidade dentro das operações – como a necessidade de renovar licenças, fazer manutenções e escalar aplicações. Do mesmo modo, esse conceito também representa um desafio cultural, de não ter mais as “coisas em casa”.

O XaaS representa a Transformação Digital em sua mais pura forma: feita para simplificar a vida das pessoas, e entregue como uma solução – e não como uma propriedade. Em um mundo que muda tão rápido, ninguém é dono da palavra final em TI. Ao contrário. As empresas devem procurar parceiros que as ajudem a utilizar a tecnologia para transformar seus objetivos em metas cumpridas. Estamos no início de uma nova jornada rumo à oferta de praticamente tudo como serviço e os líderes que realizarem os investimentos corretos hoje serão os vencedores do futuro.

*Sandra Maura é CEO da TOPMIND

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