Categories: Notícias

Windows como serviço sinaliza grandes mudanças para os CIOs

A Microsoft está movimentando-se para oferecer seu sistema operacional Windows como serviço e com isso, deverá causar mudanças significativas no trabalho do CIO. Em vez de montar uma grande equipe a cada cinco ou seis anos para fazer uma massiva atualização do Windows, a TI terá de criar processos que permitam gerir atualizações incrementais em uma base contínua.

Um desenvolvedor evangelista da Microsoft disse na última semana durante a Ignite Conference, realizada nos Estados Unidos, que o Windows 10 seria a “última versão do Windows”. Sobre o comentário, a gigante de software afirmou que essa versão marcará a última entrega do Windows na forma como é.

O novo sistema operacional será entregue como serviço, entregando inovações e atualizações de forma contínua. Isso poderia significar pequenas atualizações a cada poucos meses, em vez de uma grande revisão a cada dois anos. A Microsoft confirmou a mudança do modelo baseado em assinatura para outro baseado como serviço.

A decisão da Microsoft acontece em linha com a ascensão da computação em nuvem, modelo que mudou as expectativas sobre a rapidez que os serviços são prestados, forçando a TI a repensar suas estratégias de desenvolvimento, testes e implantação.

Com o Windows 10, os CIOs terão de considerar a mudança para um modelo de assinatura, descobrindo como garantir compatibilidade de versão, e incorporar gerenciamento de mudanças em toda a empresa.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Colin Boyd, ex-CIO da Johnson Controls, afirmou que CIOs terão de lidar com a mudança que acontecerá como resultado de um modelo de assinatura, tornando os custos fixos variáveis, que geralmente a atualização de sistema operacional já está no orçamento.

CIOs também terão de repensar como implementar atualizações incrementais em toda a empresa. Outra mudança será na questão de segurança, que terá de ser verificada com a alteração do modelo.

Com o modelo como serviço, CIOs provavelmente não conseguirão testar aplicações cada vez que houver uma atualização incremental. Assim, eles terão de priorizar o que deverá ser testado antes do tempo, e, em seguida, testar coisas menos importantes na produção.

Microsoft disse que está trabalhando com CIOs e suas equipes para ajudar a gerir a transição. Ferramentas vão notificar os times de TI sobre a ordem das atualizações e permitirá que as empresas se preparem.

Recent Posts

Propagandistas chineses usaram ChatGPT para gerar conteúdo contra tarifas de Trump e expansão de data centers nos EUA

A OpenAI divulgou na última quarta-feira um relatório revelando que propagandistas ligados à China utilizaram…

12 horas ago

Anthropic pede ao Congresso americano que preserve leis estaduais de IA na ausência de regulação federal robusta

A Anthropic enviou ao Congresso dos Estados Unidos, na última quarta-feira, uma série de recomendações…

12 horas ago

Leo conclui migração para SAP S/4HANA e acelera estratégia de digitalização

A Leo, maior revendedora de insumos para marcenaria do Brasil, finalizou a migração de seu…

13 horas ago

NTT Data cria AI Office no Brasil para acelerar a transformação empresarial com IA

A NTT Data criou um AI Office no Brasil, uma iniciativa estratégica para inovar no…

14 horas ago

IA reduz em 90% o tempo de transcrição de acervo histórico da Santa Casa de Porto Alegre

O Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre encontrou na inteligência artificial uma forma…

14 horas ago

LinkedIn chega a 100 milhões de usuários no Brasil e mira a era dos agentes de IA

O LinkedIn anunciou hoje (10), em evento para imprensa em São Paulo, a marca de…

15 horas ago