O vai acontecer quando o WiMax se popularizar? Carlos André, presidente da consultoria Effectio e ex-CEO no Brasil de empresas como Peoplesoft, AT&T, Oracle e Novell, acredita em uma mudança no modelo tradicional das operadoras de telecomunicações. Ele justifica que a banda larga sem fio representa uma alternativa barata para os cabos, permitindo a exploração de novos nichos. Isto é, o mercado poderia vivenciar o surgimento de pequenas – mas segmentadas – operadoras. “Antenas poderiam ser instaladas em bairros, onde estas empresas atuariam. Seria uma dinâmica de mercado diferente”, explica.Outra tendência apontada por ele é do aumento da utilização de voz sobre IP (VoIP). “O WiMax proporciona serviço de baixo custo para telefonia fixa, longa distância, internet banda larga, sem envolver investimentos com redes físicas.” Carlos André ressalta que, se nos Estados Unidos a tecnologia de voz sobre IP já é fato, no Brasil este mercado deverá crescer a partir de 2006 e se consolidar nos próximos anos. “Hoje temos tecnologias que podem revolucionar tudo o que fizemos, por exemplo, teoricamente, não precisamos dos cabos para nada. Mas a mudança cultural demanda tempo”, conclui.
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