Will Cathcart, head do WhatsApp, que é de propriedade do Facebook, publicou no Washington Post um artigo explicando os motivos do WhatsApp estar processando a NSO Group, empresa israelense de tecnologia.
O caso, inicialmente, foi reportado em março deste ano. O grupo havia desenvolvido e implantado um spyware em cerca de 1.400 smartphones de usuários Android e iOS, se aproveitando da função de videochamadas.
O que acontecia, era: a vítima recebia uma chamada e estava infectada. Não era necessário sequer atender o telefonema, apenas que o número estivesse correto e que a chamada acontecesse.
“Agora, depois de meses de investigação, podemos dizer quem estava por trás desse ataque”, disse Cathcart na publicação. Ele explica que a ação foi movida no Tribunal Distrital dos EUA no Distrito Norte da Califórnia.
O WhatsApp ainda pede uma indenização contra a NSO Group e que nenhum membro possa voltar a usar algum serviço do Facebook ou WhatsApp novamente.
E qual a certeza do WhatsApp sobre se a NSO Group é, de fato, responsável? Foi descoberto “que os atacantes usavam servidores e serviços de hospedagem na internet anteriormente associados ao NSO”.
“Embora o ataque tenha sido altamente sofisticado, suas tentativas de encobrir seus rastros não foram inteiramente bem-sucedidas”, disse o executivo.
Um outro padrão, além de contas vinculadas ao grupo, aparece em quem são os alvos. Foram “pelo menos 100 defensores de direitos humanos, jornalistas e outros membros da sociedade civil”. Estima-se que o ataque tenha acontecido “em todo o mundo”.
Cathcart ainda relembra que a criptografia de ponta a ponta é importante neste processo. “Assim como temos fechaduras físicas em nossas portas de casa, o WhatsApp cria fechaduras digitais para proteger nossas conversas particulares”, disse.
A ferramenta utilizada pelo NSP Group é chamada de Pegasus. Na definição da empresa, ele pode “remotamente e secretamente extrair inteligência valiosa de praticamente qualquer dispositivo móvel”.
Ela foi desenvolvida para interceptar comunicações e atinge um número preocupante de softwares e serviços. Dentre eles, destacam-se o próprio WhatsApp, iMessage, Skype, Telegram, WeChat, Facebook Messenger e outros. Logo após a falha, no início do ano, o WhatsApp corrigiu a brecha e pediu que usuários atualizassem o app.
Além de interceptar as chamadas, o Pegasus era “customizável para diferentes propósitos”, o que inclui capturar screenshots e até extrair histórico de navegação e contatos.
Fonte: Washington Post (1). Com informações de: Financial Times.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…