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WellPoint usa IBM Watson para salvar vidas

Um dos setores econômicos que mais tem avançado no uso de tecnologia para proporcionar maior assertividade em suas ações é o de saúde. Talvez ainda de forma incipiente no Brasil, nos Estados Unidos o passo começa a apertar. É o caso da WellPoint, uma das maiores instituições de saúde do país.

Samuel Nussbaum, chief medical officer e vice-presidente executivo de políticas clínicas da WellPoint, compartilhou durante o IBM Edge 2013 um pouco do que a companhia tem feito com a inteligência do supercomputador Watson.

?Hoje temos o conhecimento do genoma humano, com avanços sem precedentes nas tecnologias médicas, tratamentos e medicamentos. Colocamos toda essa informação no Watson, junto a todos os avanços diários da medicina, novos artigos e descobertas, e ele consegue, por meio de análises de dados, encontrar a resposta com maior probabilidade de cura para o paciente?, conta Nussbaum.

Na abertura de seu discurso, o VP contou a história de um pesquisador de Leucemia que acabou por desenvolver a doença. Após um tempo de batalha conta o câncer, com algumas vitórias, o pesquisador se viu novamente com a doença e em estado realmente ruim. ?Esse profissional estava trabalhando num projeto de genoma da Leucemia. Então, pesquisadores que trabalhavam com ele jogaram as informações e sequência do DNA dele no Watson, junto aos achados de seu estudo, e a correlação de dados encontrou a cura específica para seu caso?, lembra o chief medical officer. ?Hoje ele está bem.?

Quem manipula o Watson são os próprios profissionais de saúde da WellPoint. Este sistema baseado no Watson foi projetado para ajudar os médicos, pesquisadores e centros médicos a melhorar a qualidade e velocidade de atendimento do paciente. ?Estamos treinando, dia após dia, o Watson a falar a língua médica, gerar e avaliar hipóteses sempre com mais exatidão?, conta. ?A computação cognitiva permite coisas do gênero. Hoje, ele está se adaptando e aprendendo com os usuários.?

Recentemente, a IBM anunciou a disponibilidade do Watson Engagement Advisor, serviço do supercomputador que pode rodar na nuvem ou on-premise, no mercado brasileiro. O sistema foi desenvolvido para que as empresas consigam conhecer mais profundamente seus clientes e consumidores.

* O jornalista viajou a Las Vegas a convite da IBM

 

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