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Web ficará entre duas empresas, diz analista

Relatório de um analista da Sanford C. Bernstein, empresa de pesquisa de mercado de Wall Street, sustenta que o Google e a Amazon.com serão no longo prazo as empresas vencedoras na internet, enquanto Yahoo e IAC InterActiveCorp serão deixadas de lado e o eBay se tornará alvo de aquisição. O analista Jeffrey Lindsay argumentou em relatório de 310 páginas intitulado “Internet nos Estados Unidos: O Fim do Começo” que o Google e a Amazon estão melhor posicionados para enfrentar a atual redução de ritmo econômico.

“Esperamos que duas empresas continuem a apresentar fortes desempenhos, Google e Amazon”, escreve Lindsay. “(Elas) ainda estão obtendo crescimentos anuais na faixa dos 30% a 40%, com apenas uma relativamente modesta redução em vista.”

Lindsay reitera suas posições anteriores de que o Yahoo eventualmente será vendido à Microsoft e que o conglomerado de comércio eletrônico IAC seguirá em agosto com planos de se dividir em cinco. “Razoavelmente, as empresas mais fracas estão mais longe de suas competências originais e têm operado largamente como conglomerados”, diz o analista do Bernstein sobre Yahoo e IAC.

No curto prazo, entretanto, Lindsay acredita que o Yahoo verá ganhos se alcançar um acordo para passar parte de suas vendas de publicidade em buscas para o Google ou se a Microsoft retomar negociações de aquisição.

Ele argumenta que o eBay “tem potencial de atrair interesse de um grupo semelhante à Microsoft no futuro”, especialmente se o crescimento de seus principais negócios de leilões não se recuperar ou se o eBay se separar das unidades PayPal, de pagamentos pela internet, ou Skype, de voz pela internet (VoIP), para fazer uma transação dar certo.

Mesmo as mais fortes companhias têm fraquezas, afirma o analista. O Google ainda tem de articular uma estratégia competitiva para conseguir que seus negócios com internet móvel tenham o mesmo nível de força de suas operações baseadas em acesso fixo.

A Amazon e a eBay devem provavelmente ser forçadas a pagar impostos estaduais sobre vendas. Ironicamente, apesar da diminuição de margens de lucro, cita Lindsay, isso deve vir a calhar para elas por terem mais recursos para pagar esses impostos que empresas rivais menores de comércio eletrônico.

Yahoo negou acordo

Os executivos do Yahoo dispensaram um acordo sobre propagandas em buscas com o Google, um dia antes de a Microsoft fazer sua oferta de aquisição, segundo apontam documentos jurídicos que vieram a público na segunda-feira (02/06).

“Estamos concentrados em criação de valor no longo prazo em vez de ganhos no curto prazo”, afirmou o documento preparado para uma reunião em 30 de janeiro. O Yahoo anunciou depois, em 9 de abril, conduzir um teste com o Google, no qual depende do rival para vender suas propagandas em buscas.

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