Na competição entre WiMAX e a 3G, tema de debate na Futurecom 2007 nesta quinta-feira (04/10) questões tecnológicas e regulatórias precisam ser resolvidas e a disputa deve ser intensa.
De acordo com Solange Marcela de Almeida, diretora de vendas da RFS, nos próximos dez anos, o WiMAX deve chegar a 30% ou 40% das conexões de banda larga do mundo, enquanto a terceira geração ficaria entre 60% ou 70%. Levando-se em conta os serviços de voz, o quadro altera um pouco, com o WiMAX respondendo por algo entre 10% e 15%.
O ponto principal da tecnologia, que a deixará apta a competir com a terceira geração, só estará pronta em 2010, lembrou Alberto de Mattos, vice-presidente de assuntos regulatórios da Vivo. Além da barreira tecnológica, há o impedimento legal para operação do WiMAX móvel no Brasil. Edílson Ribeiro dos Santos, superintendente de Radiofreqüência e Fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que a alteração na lei acontecerá se essa for uma demanda da sociedade, se “representar bem-estar para o estado”.
“Se o WiMAX funcionar com mobilidade, tem que ter as condições de competição”, pediu Mattos. Em sua opinião, o cenário competitivo não seria sustentável já que as licenças de WiMAX são mais baratas que a da terceira geração e estas demandam compromissos de universalização. “Não adianta ter WiMAX sem compromisso”, defendeu.
Carlos Pingarilho, diretor de novos negócios da Promon, questionou: por que ainda não há WiMAX maciço hoje mesmo com o leilão feito em 2003? “Porque o custo dos terminais ainda é alto”, completou. Citando o exemplo do Wi-Fi, que tem sua expansão atribuída À inclusão da tecnologia nos chips de laptops da Intel, ele afirmou que este seria uma saída interessante para o WiMAX, que perde para a terceira geração no quesito escala de produção. “Tirando o custo do aparelho melhora o modelo de negócio”, avaliou.
Brian Ponte, da ArrayComm, afirmou que o desenvolvimento do WiMAX nos Estados Unidos tem caminhado para a tecnologia fixa não por restrição legal, mas pela falta de dispositivos com custo acessível.
*o repórter viajou a Florianópolis (SC) à convite da Juniper Networks
por Carlos Cabral A antiga chefe de segurança cibernética do governo Obama, Jen Easterly, tem…
A Oracle divulgou na última quarta-feira, 10, resultados acima das expectativas para o quarto trimestre…
A OpenAI divulgou na última quarta-feira um relatório revelando que propagandistas ligados à China utilizaram…
A Anthropic enviou ao Congresso dos Estados Unidos, na última quarta-feira, uma série de recomendações…
A Leo, maior revendedora de insumos para marcenaria do Brasil, finalizou a migração de seu…
A NTT Data criou um AI Office no Brasil, uma iniciativa estratégica para inovar no…