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Visibilidade de rede: é preciso separar realidade da ficção

Durante os últimos dois anos, temos assistido a uma ampliação crescente na consciência do mercado sobre os benefícios de enxergar a rede a fundo para resolver desafios prementes tanto nas operações de segurança como em outras áreas da TI – até mesmo devido ao crescimento exponencial dos fluxos de dados e das novas e complexas configurações nas empresas. Apesar disso – e como as tecnologias se aprimoram rapidamente, para atender necessidades ainda emergentes – alguns equívocos sobre o tema são recorrentes.

Um fundamento do mercado neste segmento é que se faz necessário conhecer a capacidade e as demandas de processamento das ferramentas que podem consumir o tráfego de rede, mas isso não necessariamente corresponde à velocidade da rede. Muitos clientes são inicialmente atraídos pelo mercado de visibilidade para suprir o desejo de ‘tocar’ o tráfego em alguns pontos da rede a fim de proteger seus valiosos recursos.

Mas ao conhecerem melhor as soluções disponíveis no mercado e a limitação das ferramentas de segurança e gestão diante do mar de dados e dos fluxos complexos, esses clientes se convencem de que apenas entregar um raio-X geral do tráfego a esses recursos é insuficiente para oferecer eficiência e pode até mesmo sobrecarregar as ferramentas se a arquitetura de visibilidade não é projetada com cuidado.

Dessa forma, uma solução de visibilidade líder de mercado deve usar uma estrutura hierárquica para assegurar o tratamento da informação, de forma que somente o tráfego mais relevante e adequado para maximizar a eficiência da gestão será entregue às ferramentas certas.

Chegamos a um nível de complexidade em ambientes corporativos, com diversidade de recursos e uma infinidade de acessos à rede das mais variadas naturezas, que as tecnologias tendem obrigatoriamente a avançar no sentido de:

1. Filtrar os fluxos de interesse a partir de um universo de dados e padrões, para que sejam de fato assertivos, a partir de um recorte específico do tráfego, como uma ‘radiografia’ com lente de aumento; para isso, e como cada cliente tem sua dinâmica, pesquisas e atualizações das tecnologias pelos fabricantes são essenciais
2. Enviar os fluxos de tráfego selecionados para as ferramentas certas, que, por sua vez, farão seu papel mas com melhores resultados, já que atuarão apenas no que receberão – informações de fato relevantes que poderiam nem ser enxergados sem um filtro necessário;
3. Garantir escalabilidade, para se ajustar à capacidade necessária para o mapeamento eficiente dos fluxos e entrega qualificada às soluções de segurança e gestão de rede.

A partir desses três pilares, o recorte adequado do tráfego de rede é enviado às ferramentas certas, otimizando o papel delas de proteger a rede, extrair padrões de usuários, compilar dados que podem ser valiosos para a equipe comercial, entre diversas outras funcionalidades.

A eficiência no funcionamento dessas soluções que recebem informações filtradas e relevantes da rede é, sem dúvida, o principal benefício oferecido pelas tecnologias de visibilidade de tráfego. Mas a economia gerada às empresas é mais um atraente resultados dessa combinação: quanto mais eficaz é a extração qualificada dos dados e fluxos da rede, menor será a necessidade de investir em mais soluções que recebem esses dados, estão na outra ponta e podem, elas mesmas, consumir cada vez mais tráfego de rede.

*Ananda Rajagopal é vice-presidente de gestão de produtos da Gigamon Inc

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