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ValueNET adquire Quala Consulting e reforça atuação em cloud

Uma das principais parceiras da Salesforce.com no Brasil, a ValueNET terá, a partir de agora, reforço na estratégia de atuação com a finalização da aquisição da Quala Consulting, integradora argentina da Salesforce.com. Com isso, a companhia internacionaliza as atividades, ao oferecer serviços em toda a América Latina e nos Estados Unidos, e amplia as oportunidades de negócios tanto na venda do CRM como no desenvolvimento de aplicativos na nuvem, baseados na plataforma Force.com.

Sanjay Agarwal, diretor-geral da ValueNET, afirma que há oito anos, quando a companhia surgiu, o foco sempre foi a oferta de plataformas na nuvem. Por isso, uma das grandes apostas é o desenvolvimento de aplicativos na cloud e a compra da Quala vai ao encontra da expectativa da empresa de crescer nesse segmento.

“Éramos parceiros há mais de um ano e um dos projetos que estamos desenvolvendo na nuvem mostrou o potencial da Quala. A partir daí identificamos que poderíamos ampliar as atividades unindo as operações”, afirma Agarwal sem, no entanto, revelar os valores da transação e qual o projeto fez com que a ValueNET batesse o martelo.

Com a compra, o executivo diz que a empresa espera obter incremento no faturamento em torno de 60% a 80% em comparação com o ano anterior, registrado em R$ 10 milhões. “Além disso, pretendemos dobrar o número de funcionários no escritório de Buenos Aires nos próximos meses, especialmente na área de desenvolvimento”, adianta.

A escolha por uma organização da Argentina não foi ao acaso, aponta Agarwal. “Lá, contamos com mão de obra qualificada a custos competitivos.” Ele diz que chegou a avaliar outras possibilidades, como a Índia, mas a diferença do fuso horário foi um dos fatores que fizeram a ValueNET seguir outro caminho.

Agarwal diz ainda que a companhia, com sede no Rio de Janeiro e escritório em São Paulo, está dando atenção especial para os setores imobiliário, bens de consumo e energia. “São segmento que passam por forte expansão no momento”, aponta.

Com a expectativa de crescimento, o executivo não descarta a possibilidade de ingressar no mercado de capitais nos próximos anos e a vontade de prosseguir com a compra de companhias para complementar a oferta de serviços.

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