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Usar livremente a Internet no trabalho aumenta a produtividade

O dono de um negócio pode não aprovar que um funcionário leia sobre a situação do Corinthians no Campeonato Brasileiro ou acompanhe sites de leilões durante o horário de trabalho. Mas, quando de forma moderada, dar liberdade aos funcionários de navegar na Internet pode realmente ajudá-los a trabalhar melhor.

Surfar na web no serviço não é apenas inofensivo, como também aumenta a produtividade, de acordo com uma equipe de pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura. A liberdade de acessar sites na Internet oferece uma “recompensa imediata” e ajuda os trabalhadores a “restaurar recursos drenados pelo trabalho”, reportaram especialistas, na semana passada, no encontro da Academy of Management em San Antonio, no Texas (EUA).

As descobertas baseaiam-se em um estudo com 98 participantes com uma média de idade de 21 anos, que foram divididos em três grupos de controle. Cada equipe ou surfava na Internet por 10 minutos, ou fazia qualquer outra coisa, exceto acessar sites, ou realizavam a tarefa de empilhar varetas em grupos de cinco.

Após o período de 10 minutos, cada grupo teve que grifar com um marcador quantas letras “a” apareciam em um texto de 2 mil palavras, em novos 10 minutos. Depois dos testes, os participantes responderam a um questionário para ajudar a determinar os níveis de tédio, exaustão mental e engajamento psicológico.

Os resultados mostraram que o grupo que surfou na web obteve melhores resultados no teste. Eles foram mais eficientes que os outros dois grupos. Além disso, quem praticou um pouco dessa vadiagem online respondeu no questionário que estava com menos exaustão mental e tédio que outros participantes.

Navegar é melhor que ler e-mails
De acordo com o estudo, checar e-mails, na verdade, não oferece os mesmos benefícios que a navegação. Isso porque checar e-mails exige mais atenção e é uma tarefa mais “cognitiva”. Além disso, já que os funcionários não têm controle sobre o conteúdo das mensagens que recebem, ler e responder e-mails exige maior parcela de capacidade mental que a navegação na Internet.

Riscos de segurança podem ser minimizados
Alguns proprietários de empresas de médio porte proibem o acesso a páginas de Internet sem vínculo com o trabalho dos funcionários. Eles podem se preocupar com ofensas a colegas de serviço ou com o download de malwares. Entretanto, você não deve proibir a navegação dos funcionários por esses motivos, porque você pode tomar providências para garantir que surfar na web é seguro.

Além de minimizar os riscos de segurança a rede com um firewall e antivírus, você pode colocar em prática políticas eficazes para os usuários. Sua empresa pode, por exemplo, proibir downloads ou instalações de qualquer tipo de software de terceiros; o acesso a certas páginas, ou sites de streaming (transmissão em tempo real para a Internet) de vídeo, que podem congestionar a sua rede.

Funcionários precisam de liberdade
Os funcionários devem ter permissão para navegar na Web no trabalho, mas com moderação, é claro. Alguém que passa a maior parte do dia acessando o site de novelas ou de esportes, obviamente, vai ter problemas para trabalhar. De fato, os pesquisadores de Cingapura dizem que os chefes devem dar uma “quantidade limitada de uso pessoal da web”, implicando que gastar muito tempo com assuntos não relacionados ao trabalho não é uma coisa boa.

Mas o excesso de agressividade  no uso de softwares de monitoramento para impedir os usuários de gastar muito tempo surfando na Internet não é a solução e, sem dúvida, não é uma atitude ética. Os escritórios dos Estados Unidos se reservam no direito de monitorar o uso da web, mas isso não significa necessariamente que os empregadores devem monitorar rotineiramente o que os funcionários fazem na Internet, mesmo que isso seja legal. Especialmente em locais de trabalho em que os profissionais são pagos por os resultados, muitos funcionários vão pensar que a quantidade de tempo gasto na navegação não é da conta da administração.

A melhor prática é permitir que os funcionários naveguem na web tornando-os conscientes da política da empresa e, depois, dar-lhes a liberdade de trabalhar.

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