FORUMPCs ? Ultrabook, você ainda vai ter um??
Transportável, laptop, notebook, e… Ultrabook. A vida é uma constante evolução. A Intel apresentou no primeiro semestre de 2011 o conceito e os fabricantes no final do ano começam a fazer chegar ao mercado. Ou talvez já eles estivessem andando na mesma direção antes mesmo da Intel dar nome a esta nova categoria de computador portátil. Quem sabe?
É fato que a Intel tem desempenhado papel importante ao fomentar o ecossistema de tecnologia em determinados momentos e estes acabaram por se tornar pontos de inflexão do mercado. Por exemplo, notebook não tinha rede WiFi embutida até o estabelecimento da plataforma Centrino lá por 2003. Depois disso tornou-se um padrão, tivesse ou não o notebook o então usado selo Intel Centrino.
Mas voltando ao Ultrabook, para homogeneizar conceitos, dá-se este nome ao computador portátil com o seguinte leque de características:
Analisando um a um os requisitos para um computador portátil ser chamado de Ultrabook, parecem características antagônicas. Mas não é bem assim. Conseguir reunir em um dispositivo um processador como um Intel Core i5 ou Core i7 (alto desempenho), com mínimo gasto de energia, baixo peso, elevada autonomia de bateria… Do ponto de engenharia é um desafio formidável. Mas pode-se dizer que em 2011 a indústria chegou lá. Isso já é possível.
Do ponto de vista do usuário, do consumidor final, que não está ligando para desafios de engenharia, é a máquina óbvia. Ele quer desempenho, leveza, velocidade e muitas horas longe da tomada elétrica.
O nome “Ultrabook” é uma marca registrada da Intel. Mas certamente o termo cairá em uso comum e se ampliará para toda categoria de PCs portáteis de alto desempenho, pequenos e leves, a despeito da Intel gostar disso ou não. Talvez até goste.
Será que isto decreta a morte de outras categorias de PC portáteis? Certamente que não. Os Tablets têm seu espaço no mercado. Bem como os Netbooks, também pequenos e supostamente pouco vorazes pela presença de uma tomada nas vizinhanças (nem sempre). E não podemos nos esquecer dos notebooks de 15 ou 15.5 polegadas que também podem ser rápidos, não tão espartanos no consumo de energia, mas preço bastante acessível (abaixo de R$ 1400).
A Intel tem um objetivo ambicioso. “Ultrabooks representarão 40% das vendas de portáteis no final de 2012“. Se for pela oferta de vários fabricantes como ASUS, Acer, HP, só para citar alguns, haverá bastante força neste mercado. Não vou entrar no debate do preço dos Ultrabooks. Claro que no mercado brasileiro a elasticidade do mercado é muito grande. Vide o exemplo da explosão de vendas de carros populares ou dos notebooks com preço abaixo de R$ 1400. É evidente que o produto terá que encontrar seu preço de equilíbrio para ser de fato vencedor. Qual será este preço? Com certeza não é R$ 7.000, Estimo que na faixa dos R$ 2.500. Só o tempo dirá.
No começo deste texto eu citei que apesar da Intel ter “inventado o Ultrabook” a indústria já percebia este desejo do mercado. Vejam que coisa curiosa. No primeiro semestre de 2011, a Intel mal anunciara a categoria Ultrabook, o fabricante Lenovo apresentava seu Thinkpad X1, uma máquina que já era praticamente tudo que o Ultrabook viria a ser. E só citei este exemplo porque estou terminando de testar este equipamento. É um “quase Ultrabook” (ou o próprio) e que tem me impressionado bastante no teste (breve publicarei texto a respeito). Outros fabricantes também já davam mostra de passos nesta direção. O que a Intel fez foi sinalizar para o mercado e propor que este tipo de portátil não deve ser apenas um produto “high-end” (sofisticado com baixo volume de vendas) e sim tornar-se “mainstream” (popular) em futuro próximo.
A Intel é uma empresa pujante e com um poder de influenciar o mercado muito grande. Um de seus executivos (infelizmente não me lembro de seu nome) disse tempos atrás: “a melhor forma de acertar a previsão do futuro é construi-lo de acordo com sua previsão“. E nisto a empresa é muito competente. Vide “Lei de Moore” que tem sido “perseguida” e concretizada há tantas décadas, com muito esforço, investimento, pesquisa… Portanto eu acredito que o conceito do Ultrabook é um conceito vencedor e a empresa investirá pesadamente na sua concretização como o “portátil sofisticado das massas”.
Analisando o mercado com outra visão e com mais calma, entendo a chegada do Ultrabooks “by Intel” como uma iniciativa que se opõe às boas e competentes soluções existentes da concorrente AMD, baseadas em suas APUs (CPU + GPU). Estas também prometem desempenho diferenciado e baixo consumo de energia. E não importa quem está respondendo para quem. Se AMD persegue a iniciativa da Intel ou ao contrário. O que importa é que esta evolução é muito bem vinda, os usuários e consumidores com esta rica gama de alternativas, sejam “azuis”, “verdes” ou de qualquer cor, é que sairão ganhando. Encontrarão o dispositivo evoluído, veloz, leve, inimigo das tomadas de força que melhor se adapta ao seu gosto, estilo e tamanho do bolso. A Intel está fazendo sua parte construindo o futuro de acordo com suas previsões e está ajudando a construir este novo segmento. E você, imagina-se com um Ultrabook na mão em 2012???
PS : este texto foi originalmente publicado como “Ultrabook, você ainda vai ter um?” em meu blog pessoal FXREVIEW
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…
A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…
A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…
Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…