Mas, afinal, o que é “rápido”?
Você já considerou o que pode ser classificado como “rápido” ou “lento” em termos de resposta de um dispositivo com o qual as pessoas interagem?
O próprio Dice, no documento acima citado, informa que dois pesquisadores americanos, independentemente e com quase meio século de intervalo, fizeram alguns experimentos para aferir. E, como prova que adotaram técnicas corretas ? embora distintas ? e coerentes, chegaram a resultados impressionantemente similares.
O primeiro experimento foi realizado pelo psicólogo Robert Miller nos idos de 1968, muito antes do lançamento do primeiro computador pessoal. O objetivo era estabelecer a forma pela qual o cérebro humano reage a estímulos e como classifica os tempos de resposta. Para isto ele usou os mais modernos computadores da época ? aqueles que hoje nós consideramos mastodontes.
Se você se interessar particularmente pelo assunto poderá obter detalhes adquirindo uma cópia do documento com os resultados das pesquisas de Miller na ACM Digital Library. Aqui vai apenas um resumo dos resultados que nos interessam:
Quarenta anos mais tarde, outro psicólogo, Steven Seow, escreveu o livro editado pela Addison-Wesley em 2008, “Designing and Engineering Time: The psychology of time perception in software“, descrevendo, em um de seus capítulos, um experimento similar. A diferença entre ambos os experimentos é que o mais recente utilizava diretamente uma interface gráfica com o usuário em vez de medir o tempo de resposta de simples dispositivos de entrada. Mas é impressionante como, apesar das mudanças significativas na tecnologia dos dispositivos de entrada e saída, os resultados são similares, indicando que o hardware evoluiu mas o cérebro humano não mudou tanto nestas quatro décadas. Seow concluiu que:
Como se vê, estes tempos são muito, muitíssimo inferiores à duração dos procedimentos de inicialização da maioria de nossos computadores.
Mas qual a razão da demora? O que faz a máquina enquanto esperamos?
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