A Uber anunciou ter adquirido a participação majoritária da startup chilena Cornershop, fundada em 2015 e que faz a ponte entre entregadores e pessoas que desejam pedir itens de supermercado e não se importam em pagar uma taxa extra para receber o produto em casa.
A compra, que não teve valor divulgado, ainda precisa ser aprovada por reguladores. Mas a Uber espera que o investimento seja fechado no início de 2020. O Walmart tentou comprar a Cornershop ainda este ano, mas a operação foi barrada por órgãos locais.
A startup tem sede em Santiago e já opera no México, Peru e Canadá. Caso a aquisição com a Uber seja aprovada, os negócios da empresa poderão ser levados para outros mercados onde a hide-railing tem forte participação, como os Estados Unidos e mesmo o Brasil, que é o segundo maior mercado da Uber no mundo.
“Não poderíamos estar mais empolgados em trabalhar junto com a Uber para levar nossa missão ainda mais longe”, disse Oskar Hjertonsson, fundador da startup chilena Cornershop, em comunicado divulgado no anúncio da compra. “A Uber é a companhia ideal, em conjunto com nossos parceiros de negócios, para levar o nosso jeito de comprar e entregar em domicílio a mais países em todo o mundo”, afirmou.
A compra da startup se mostra benéfica para a Uber por dois motivos. O primeiro é estabelecer presença dentro do Chile, país que ainda é bastante resistente com a entrada da empresa. O governo do país está em vias de aprovar uma lei geral para apps de corrida que a impediria, por exemplo, de oferecer o Uber Pool, serviço de corridas compartilhadas.
Outra vantagem é se fortalecer em outra área de negócio. Apesar do setor de couriers contar com outros concorrentes de peso (como o Rappi, aqui no Brasil), o tamanho e recursos que a Uber dispõe, alinhado com uma boa estratégia, pode de fato deixá-la bem posicionada.
Recentemente, a companhia anunciou a integração entre seu aplicativo de corridas e o Uber Eats, que entrega refeições preparadas em restaurantes. Em entrevista recente feita ao portal The Verge, o CEO Dara Khosrowshahi explicou que o objetivo da empresa é estar presente no maior número possível de esferas da vida do usuário: “Você deveria pensar no Uber como um marketplace”.
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