A Uber apresentou nesta quinta-feira (08) resultados históricos – e negativos – para o mercado quando revelou o balanço do seu último trimestre. Os prejuízos chegaram a US$ 5,24 bilhões, colocando como o maior prejuízo da história da companhia. O anúncio refletiu nas ações da empresa, que recuavam a 12% na quinta-feira, segundo informações da CNBC.
Foi registrado um prejuízo de US$ 4,72 por ação, enquanto a estimativa era de US$ 3,12. A maioria dessa perda – US$ 3,9 bilhões – está relacionada a remuneração em ações paga pela Uber a seus empregados depois que a companhia abriu seu capital. Tirando este fator da equação, o prejuízo trimestral seria de US$ 1,3 bilhão. Já a receita da empresa cresceu para US$ 3,1 bilhões – 14% ante o mesmo período em 2018. Entretanto, trata-se do ritmo mais lento de crescimento do trimestre revelado pela Uber.
Dara Khosrowshahi, diretor executivo do Uber, explica que 2019 será o ápice de investimentos da empresa, e que nos próximos dois anos o prejuízo deve diminuir.
No final do mês passado, a Uber demitiu 400 dos seus 1.200 funcionários da área de marketing, além de perder dois dos principais executivos do conselho administrativo. Ainda assim, a empresa alcançou mais de 100 milhões de “Consumidores Ativos Mensais na Plataforma”.
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