A busca de empresas pela melhoria na atuação no meio digital vem trazendo mudanças também nos modelos de negócios. O processo de transformação digital está levando à construção de equipes mais dinâmicas com o objetivo de redesenhar produtos, processos e cultura. São times que, cada dia mais, incorporaram profissionais de tecnologia e inovação. Devido a isso, a competição por talentos destas áreas tem se tornado cada vez mais acirrada, o que também exige novas maneiras de pensar na atração e retenção de pessoas.
O tamanho e tipo de desafio colocado para quem vai ser contratado tem sido um dos maiores atrativos na hora de escolher em qual empresa ficar. Com o mercado aquecido para os talentos de tecnologia, as prioridades deixam de ser somente salário ou benefícios.
Hoje, os profissionais ligados à tecnologia – não apenas aqueles que vêm de áreas técnicas como engenharia e design, como também aqueles de áreas que estão cada vez mais ligadas à tecnologia como marketing, vendas e operações – têm se preocupado com a experiência pessoal e profissional que vão adquirir estando na empresa. Pensar na experiência personalizada de cada funcionário, tendência do employee experience, exige que a cultura esteja pronta para combinar e valorizar as individualidades da melhor maneira possível dentro dos times.
Parte dessa experiência também passa pelos líderes. A liderança tem papel fundamental como mentora no processo de protagonismo do funcionário. Os líderes acabam sendo o guia para a pessoa se sentir motivada por quem a integra no processo do time como um todo.
A competitividade do mercado também influi na mudança da estrutura dos planos de carreira para melhorar a retenção dos talentos. Um plano bem sucedido deve combinar características de previsibilidade e flexibilidade, permitindo que cada funcionário tenha uma trilha própria e pessoal.
Saber quais os caminhos na trilha da carreira é importante para as pessoas que tem um perfil mais conservador, que preferem conhecer todas as possibilidades dentro da companhia. Ao mesmo tempo há muita flexibilização possível, partindo do básico, a exemplo do tempo necessário para galgar novos postos. Nesse sentido o plano de carreira é um guia que deve permitir que cada colaborador tenha mais protagonismo em sua jornada dentro da empresa, sabendo quais as possibilidades de crescimento, as oportunidades de escolha e potencializando melhor seu desempenho.
*Leyla Ferreira é gerente de Recursos Humanos na Liferay, empresa norte-americana que desenvolve software para criação de experiências digitais na web, dispositivos conectados e móveis. Ela cuida das estratégias de atração e retenção de talentos da companhia em toda a América Latina.
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