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Transformação digital e a coleta de dados

As informações circulam com uma velocidade cada vez maior e as empresas também precisam ser ágeis na hora de coletar, armazenar e a analisar os dados para se manterem competitivas no mercado em que atuam. Para isso, devem estar atentas a transformação digital, conceito bastante comentado nos dias de hoje e que nada mais é do que a tecnologia como principal ferramenta estratégica das organizações, ajudando a melhorar o desempenho, aumentar o alcance e obter melhores resultados.

Segundo a IDC, a transformação digital, que deve receber um investimento de US$ 1,2 trilhão só este ano em todo o mundo, é um caminho sem volta para as empresas que buscam eficiência e competitividade. E quando o assunto é análise de dados, a consultoria estima que o mercado de Business Analytics Software crescerá 4,8% em 2017, movimentando US$ 848 milhões só no Brasil.

Informações da consultoria ainda destacam que as empresas estão buscando tomar decisões mais rápidas e assertivas, por isso, vão investir em capacidades analíticas para trazer cada vez mais inteligência e insight a cada processo em seus negócios. Também há um reconhecimento por parte das empresas da importância de informações não estruturadas, especialmente daquelas vindas de redes sociais e de interações diretas com clientes, que darão força às iniciativas de Big Data.

A questão é que a tecnologia vem transformando a sociedade todos os dias e impactando diretamente a maneira como as pessoas se relacionam. Isso traz novos desafios para as empresas, que precisam se adaptar e atender às novas necessidades do mercado. Mas se tudo muda com tanta velocidade dá para esperar o fim do mês para avaliar números, gerar relatórios e por fim tomar uma atitude? Acredito que todos concordem que não.

A tomada de decisão precisa ser ágil para quem pretende estar à frente da concorrência. E tudo isso impacta diretamente as companhias que precisam coletar dados em campo, seja por input manual (lançamento de dados em apps) ou mesmo, a extração de dados de forma automática por meio de hardwares de telemetria embarcada, com sensores e atuadores, compondo outro mix de tecnologias que formam o IOT (Internet das Coisas).

Primeiro, porque esta atividade tem ganhado cada dia mais importância para os gestores. Os dados coletados ajudam a conquistar um conhecimento aprofundado do que está acontecendo no mercado e também a direcionar o rumo que uma ação irá seguir, por exemplo.

Segundo, porque para que isso seja possível, as ferramentas tecnológicas se tornam ainda mais importantes. O uso de equipamentos que ofereçam agilidade na reunião das informações e facilite a geração de relatórios interfere diretamente nos negócios. Por isso, os recursos mobile, como tablets e smartphones atualizados com apps desenvolvidos para as necessidades de cada companhia, são de extrema relevância. Haja vista, a coleta de dados de forma estruturada garante maior confiabilidade e assertividade nas etapas seguintes, com relatórios confiáveis e pautados em dados reais. Um dado lançado de forma errônea seja por falha humana (não intencional) ou de forma premeditada, pode comprometer as conclusões e, por conseguinte, a tomada de decisões.

Uma pesquisa conduzida pela Forrester revelou que 40% das empresas já estão utilizando a análise de dados em diversas áreas de negócio e que 90% devem usar analytics até ao final da década. O estudo examinou 11 setores empresariais, incluindo energia e serviços públicos, serviços financeiros e seguros, telecomunicações, Varejo, Governo e Indústria e evidenciou prioridades diferentes dependendo do setor.

Ou seja, o porte ou a área de atuação de uma companhia não são impeditivos para os investimentos em novas tecnologias. Quem busca se destacar no mercado precisa primeiro de mindset inovador e o próximo passo é a incorporação tecnologias disruptivas para obter vantagens competitivas. Informações a respeito do público-alvo, da jornada de consumo, análise da concorrência e entre outros pontos afetam diretamente o negócio e, por isso, são de suma importância.

Neste cenário, as empresas que atuam com coleta de dados precisam estar ainda mais atentas. É sempre importante ter a visão do todo: um dado isolado não diz muita coisa, um conjunto de dados produz informação, um conjunto de informações, produz conhecimento. Agora, nesse contexto, a consolidação dos dados em tempo real possibilita a tomada de decisões preventivas, preditivas e corretivas. Para concluir, um gestor responsável não toma decisões em cima de dados isolados. Pelo contrário, exige informações atualizadas e contextualizadas para tomada de decisões conscientes e consistentes. Atente-se! A disrupção não deve estar apenas nas empresas de tecnologia.

(*) James Cisnandes é gerente de Relacionamento da Engineering do Brasil

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