Se pensarmos que a profusão de dispositivos móveis já é responsável por gerar uma quantidade imensa de tráfego de dados atualmente, imagine que daqui a quatro anos ela será 11 vezes maior. Essa é a estimativa fornecida pela companhia de tecnologia Cisco, nesta quarta-feira (05), que indica que a taxa anual de operação alcançará 190 exabytes até 2018 (um exabyte equivale a um quintilhão de bytes ou um bilhão de gigabytes).
Para se ter uma ideia do volume de dados gerados, esse número equivale a 190 vezes mais que todo o tráfego de Protocolo de Internet (IP), fixo e móvel, gerado no ano 2000.
O tráfego de dados móveis no Brasil, por sua vez, também crescerá 11 vezes até 2018, a uma taxa anual de 63%. Assim, o país será responsável por 13% do tráfego global em quatro anos considerando que sua participação em 2013 é de 2% – esse número representa um volume 461 vezes do tráfego brasileiro comparado há dez anos (2008). Já os vídeos representarão 74% do tráfego de dados móveis no Brasil em quatro anos, em comparação com 60% no final de 2013.
O estudo da Cisco, intitulado Visual Networking Index Global Mobile Data Traffic, indica que o 4G representará 35% do tráfego total de dados móveis no Brasil até 2018, enquanto em 2013 representava apenas 2% do total. O tráfego de smartphones 4G será responsável por 30% do tráfego total de smartphones até 2018, comparado a 1,6% no fim de 2013.
Enquanto os smartphones serão 62% do tráfego total de dados móveis até 2018 (em 2013 representavam 58%), o tráfego de dados móveis em tablets crescerá 53 vezes em quatro anos, de modo que estes dispositivos vão gerar 15% do tráfego total de dados móveis (em comparação com 3,2% no fim de 2013).
Segundo a Cisco, o crescimento projetado no tráfego móvel será impulsionado principalmente pelo forte crescimento do número de conexões de internet móvel, composto tanto por conexões de dispositivos pessoais e máquina-a-máquina (M2M), que alcançarão 10 bilhões até 2018, superando em 1,4 vezes a população mundial.
Considerando a geração de tráfego de dados móveis, a região Ásia-Pacífico deve gerar o maior tráfego de dados móveis até 2018 (6,72 exabytes por mês), América do Norte (2,95), Europa Ocidental (1,9). Europa Central e Oriental, Oriente Médio e África e América Latina aparecem em seguida.
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