O debate em torno do que se levar da experiência com redes sociais como Facebook para dentro das empresas é crescente. Se antes isso estava mais restrito a uma plataforma de colaboração com design mais corporativo, a tendência aponta para um aproveitamento maior das funcionalidades oferecidas por esses sites e que, de uma forma ou de outra, conseguem engajar as pessoas a trabalharem em conjunto via internet. Para a consultoria Frost & Sullivan, iniciativas de redes sociais corporativas tendem a crescer, sobretudo, pelo avanço da força de trabalho móvel. Projetos como esses, acredita a empresa, auxiliariam na integração de unidades e empregados dispersos por diversos pontos do mundo.
Em análise produzida para a região Ásia-Pacífico, a consultoria frisa que, por conta da massificação do uso das redes sociais, essas plataformas são cada vez mais comercializadas para dar escala à interação entre empresas e clientes, além da tradicional promoção de produtos e serviços. Mas mais que ir para essas mídias abertas e criar um canal de comunicação mais próximo com clientes, o conceito da rede social dentro da corporação é o que tem suscitado a maior parte dos debates nesse momento.
Algumas companhias seguem relutantes e não sem razão. É fácil encontrar iniciativas de rede interna que não vingaram. Mas ficar de fora da tendência também não é nem de longe a melhor solução. A Frost afirma em sua análise que as empresas também ficam reticentes por esses serem projetos com ROI de longo prazo, algo que a alta direção não tem bancado muito. A consultoria aconselha, nesses casos, a adoção de indicadores de desempenho chave que, de certa forma, meçam a real utilidade de redes sociais internas e aplicações ao estilo web 2.0.
A análise aponta que como o número de companhias com força de trabalho dispersa globalmente é cada vez maior, existe uma necessidade latente de gerir todo o conteúdo e conhecimento e permitir que ele seja acessado por uma ferramenta via web. Mas não basta qualquer solução, é preciso que ela ofereça uma boa experiência ao usuário, para que seja uma via de mão dupla: consulta e postagem de conteúdo e, assim, não aconteça como projetos de redes corporativas que viraram verdadeiros desertos cibernéticos.
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