Definindo a estratégia que tende a se transformar no sinônimo da própria empresa, como já se vê com o sistema operacional da linha Windows, Charney disse que para os desenvolvedores ela é vista como uma série de ferramentas e tecnologias para a construção de serviços XML. Já para os homens de negócio é uma plataforma que integra as várias aplicações de uma empresa.
“O futuro mostra que as aplicações vão se comunicar entre si, usando a Internet, de modo a facilitar a vida dos usuários. Para que isso aconteça é necessário uma série de protocolos padronizados. É uma coisa técnica, mas é a primeira vez que existirá uma integração entre aplicações, sistemas operacionais, plataforma, tanto interna como externamente, que até o momento era extremamente difícil, se não impossível, de se fazer”, explica.
O diretor da Microsoft destaca que com o .Net é possível escrever em várias linguagens e rodar no runtime (CLR)da companhia e que atualmente são quatro as linguagens já trabalhadas, mas lembra que vários parceiros estão desenvolvendo compiladores para Cobol e outras linguagens fazendo com que elas também sejam usadas no framework.
Questionado sobre a existência de runtimes para outra plataformas além da chamada Wintel- Windowss + Intel, o executivo disse que os serviços XML que eles rodam podem ser usados por qualquer plataforma que possa suportar web services, mas afirmou que a Microsoft não tem planos de desenvolver o runtime para outras plataformas que não a Windows.
De acordo com Neil Charney, isso não quer dizer que o usuário passe a ficar inevitavelmente atrelado ao Windows. “As aplicações podem interagir com qualquer outra aplicação que suporte Web Services em qualquer plataforma”, explicou. “Nós temos plataformas para rodar esses Web Services que são os nossos servidores, como o Windows 2000, Exchange, SQL Server, BizTalk. Além disso, estamos também oferecendo serviços como o que eu mencionei para que qualquer empresa possa usa-los”, completou.
Questionado sobre a iniciativa pontonet estar em outros sistemas operacionais, ele responde: “Eu acho que a gente pode esperar serviços XML em outros sistemas operacionais. Nós submetemos um subconjunto do .Net para as instituições que analisam padrões. Assim, outras empresas poderão desenvolver serviços XML em outras plataformas. Nós não faremos isso.”
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