TmaxSoft quer desbancar gigantes provedores de banco de dados

Quando se fala em soluções de banco de dados, logo vem à cabeça gigantes provedores, como Oracle, IBM e Microsoft. Por outro lado, diversos candidatos lutam para fazer frente aos líderes de mercado. Um deles é a sul-coreana TmaxSoft, provedora de software para infraestrutura.

A empresa atua desde 1997, mas vive uma espécie de renascimento. Não que queira apagar toda sua história construída até aqui, mas a fase é de redefinição da estratégia de posicionamento para avançar e estar entre os grandes. A partir de janeiro deste ano, o escritório de Chicago (Illinois, EUA) passou a ser a nova sede global, antes localizada na Coreia. De acordo com a empresa, a cidade foi escolhida por ser um centro internacional de comércio, pela sua rápida expansão no setor de tecnologia e por ter uma grande oferta de talentos. A estratégia mostra, sobretudo, uma mudança cultural.

Em paralelo, a companhia investiu na abertura de 9 novas filiais, que se juntam aos outros 11 países em que já atuava. Ainda, as lideranças, que antes eram em sua maioria sul-coreanas, agora passaram para as mãos de executivos locais em cada mercado. O CEO global, inclusive, é um norte-americano: Joshua Yulish, anunciado em dezembro do ano passado.

Quem também se juntou ao projeto da TmaxSoft foi Alexandre Torres (foto), que assumiu no final de 2015 o cargo de presidente da companhia no Brasil. “A língua é uma barreira e traz diversas dificuldades de comunicação. Os EUA são o berço da tecnologia. Precisamos estar próximos para falarmos com fabricantes de hardware. As estratégias de marketing também são muito diferentes. É uma mudança cultural para estarmos mais próximos dos clientes e já estamos vendo um incremento impressionante”, conta Torres, em entrevista ao IT Forum 365.

O que antes era uma visão mais focada na parte técnica, sob a liderança sul-coreana, agora ganhou foco passou a ter mais ampla de marketing, com a visão de negócios norte-americana.

Alexandre Torres, líder da TmaxSoft no Brasil (Foto: Divulgação)

Brasil
Torres afirma que, para o Brasil, mercado que a TmaxSoft atua desde 2013, essa mudança foi essencial, pois traz o modelo norte-americano para a empresa, que é o mais procurado por clientes brasileiros.

No País, houve uma restruturação de equipes comercial e técnica, além das estratégias de marketing e canais. “Crescemos mais de 1000% em 2016 e a previsão é crescer mais 300% em 2017”, projeta o executivo.

Concorrente à altura
Com a confiança renovada, a empresa quer bater de frente com os gigantes. O “alvo” preferido é a Oracle, com a solução desenvolvida pela TmaxSoft, o Tibero, que teve sua sexta versão recentemente lançada. Com arquitetura inovadora, a plataforma foi desenhada para facilitar e tornar mais eficiente e flexível a integração de dados e business logics, bem como a inclusão de utilidades para gerenciamento de banco de dados.

Ainda, a nova versão provê segurança, performance, escalabilidade, bem como compatibilidade com outros bancos de dados presentes no mercado, tornando rápida e automatizada a migração de legado para a plataforma da TmaxSoft. Ele também está em conformidade com arquiteturas de nuvens de custo otimizado atuais. “Nosso foco é ser um concorrente à altura, com banco de dados mais leve, rápido e moderno”, destaca Torres, que afirma também que o Tibero custa de 60% a 90% menos do que os líderes do mercado.

Uma das principais estratégias para ganhar mercado é utilizar sua compatibilidade para conquistar clientes que estejam “presos” em soluções caras e complexas para migração.  “Se uma empresa quer migrar seu ERP de uma infraestrutura Oracle para uma Microsoft, por exemplo, é preciso desenvolver novamente o projeto, pois há muitas travas. É um processo caro e complexo.”

Segundo Torres, o Tibero tem 98% de aderência com Oracle, o que torna esse o principal alvo da empresa.

Outros pilares
O Tibero é o carro-chefe da companhia – no Brasil, por exemplo, corresponde por 80% dos negócios -, mas há outros dois focos. O primeiro é o Open Frame, conjunto de produto de re-hospedagem que migra aplicações de mainframe para um ambiente x86 multi-tier – também com custos mais baixos. “O foco do Open Frame é transformar um mainframe. Ao invés de hospedar no mainframe, consegue hospedar tudo na nossa tecnologia, sem impacto tecnológico nem de conhecimento”, explica Torres.

No Brasil, o Open Frame ainda está sendo implementado e o objetivo é ter pelo menos dois projetos fechados até o fim do ano, mirando verticais como bancos e setor publico, que contam com grande volume de dados. Para viabilizar a oferta comercial dessa solução, a empresa avança em conversas com grandes integradores como Infosys e CGI.

As outras ferramentas são focadas em framework de aplicações web, com as soluções Jeus e WebtoB, que trazem novos níveis de segurança e desempenho para ambos os servidores web e servidores de aplicação web.

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