TI na educação não é tendência: é obrigatório, diz especialista

Tecnologia em sala de aula não é mais uma tendência, não é mais uma recomendação: é um imperativo para profissionais e instituições que desejem entregar aos alunos e à sociedade o que há de mais benéfico em termos de absorção de conteúdo e avanço do ensino. A análise é de Felipe Dresch (foto), gerente da iPlace Corporativo e Educacional, maior parceiro da Apple no Brasil para estes segmentos.

“As gerações evoluíram a um ponto que o que não é permeado pela tecnologia praticamente não passa pelo cotidiano”, afirma o gestor. “Basta ver que, ao menos no que tange aos alunos, os recursos tecnológicos não saem da mochila, da bolsa, das mãos: são dispositivos e aplicativos dos mais variados que facilitam a execução de tarefas, ampliam a gama de funções, agilizam o tempo e tornam as rotinas escolares e demais práticas e divertidas”, completa.

E se entre os estudantes o uso da tecnologia avança, entre os professores não é diferente: uma pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) mostra que, em 2016, 52% das escolas do Brasil utilizaram celulares em atividades escolares, sendo que 91% dos professores usaram o aparelho e a Internet para melhorar suas aulas.

Números que mostram um avanço enorme: em 2011, os professores adeptos ao smartphone em aula era de apenas 15%. Entre os alunos, o acesso à internet em classe via celular chegou a 77% em 2016, enquanto somente 9% prefere o computador de mesa para realizar as atividades escolares.

“Tais dados não são à toa: estudos mostram que os estudantes aprendem com mais facilidade e rapidez aquilo que lhes é transmitido de forma não repetitiva, nem cansativa. Em outras palavras, como nas demais esferas de suas vidas, as novas gerações esperam novidades constantes no ambiente escolar. E a tecnologia é a resposta para esta inovação requerida”, avalia Dresch.

Equipando professores

O especialista destaca que equipar professores com smartphones, tablets, computadores e aplicações de software que lhes permitam tornar mais abrangente, profunda e atraente a transmissão de conteúdos às turmas, bem como facilitar e tornar mais ágeis atividades de seu dia-a-dia docente, como a correção de provas, preparação de aulas, elaboração de materiais, entre outras, é o primeiro passo para garantir um ensino de mais qualidade e melhor aceitação e absorção pelos públicos-alvo.

Além disso, ressalta que é importante que os professores tenham acesso a tais tecnologias para angariar, ainda, maior empatia. “É fato que o ser humano age e reage melhor em grupos junto aos quais tem relação de pertença, e é obrigação das instituições construir ambientes de ensino que instiguem isso em seus profissionais (professores, diretores, colaboradores) e em seus clientes (alunos e pais)”, comenta.

Assim, se o professor interage com o aluno utilizando dispositivos e práticas a que o estudante está acostumado, aqueles que ele normalmente considera úteis, produtivos e interessantes, certamente o resultado das aulas tenderá a ser melhor. A integração professor-aluno será maior, a recepção dos conteúdos será mais fácil e o retorno às atividades solicitadas será melhor incentivado.

“Motivação, integração, atratividade: todos estes são valores que a tecnologia pode agregar à sala de aula”, afirma Dresch. “Tecnologia em sala de aula é uma ponte entre o necessário e o interessante, o obrigatório e o atrativo, o útil e o inovador. Um elo que deve permear os ambientes e as práticas de toda escola que almeje sucesso e competitividade”, conclui.

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