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TI Maior: 11 dicas para preencher corretamente o edital em busca de financiamento

Perder um edital ? e dinheiro ? por simplesmente não preencher corretamente o questionário não deve ser novidade para uma empresa de tecnologia, nem mesmo para a sua. Sessenta milhões de reais não reembolsáveis estão à disposição de empresas de tecnologia para financiar projetos inovadores. O dinheiro consta no Edital MCTI/Finep/FNDCT 04/2013, que faz parte do TI Maior, e que pode ser pleiteado até o dia 7 de maio, de forma online, ou 8 de maio, em solicitações presenciais.

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Tamanha a confusão no processo que a Fumsoft, instituição científica e tecnológica sem fins lucrativo, criou um workshop para ensinar como participar desse tipo de projeto. Em conversa com a CRN Brasil, Rodrigo Alves, gerente de negócios e projetos da entidade, explicou que um dos erros mais comuns das empresas em processos do tipo é a fuga do tema.

?Apresentamos um edital no princípio do ano para tecnologia assistida. Dos 95 projetos que eu tive acesso, apenas cinco passaram?, contou.

Então, para que a empresa agilize o processo e apresente um projeto adequado em termos técnicos ao Plano Brasil Maior, ficam aqui as dicas:

  1. Tempo de vida: antes de pleitear com um projeto, saiba: para participar é preciso ser uma empresa de TI registrada antes de 2009
  2. Atividade: a empresa precisa ter como cunho desenvolvimento em alguma área que esteja alinhada com àqueles determinadas pelo edital: computação em nuvem; petróleo, gás e mineração; defesa cibernética; componentes, dispositivos semicondutores e eletrônicos; aeroespacial.
  3. Sem burlar: não adianta apresentar uma proposta que não seja condizente com essas áreas. ?Os projetos devem estar adequados ao tema. E a empresa, de preferência, deve ter conhecimento tecnológico na área?, pontuou.
  4. Contas em dia: se a empresa estiver inadimplente com o governo, devendo algum tributo, as chances de não obter o financiamento são grandes. É preciso estar regularizado
  5. Documentos: levante todos os documentos solicitados. ?Na primeira etapa não é avaliada a questão documental, apenas a apresentação do projeto, mas certamente se os documentos não estiverem completos, o processo é interrompido?, explicou. Portanto, de nada adianta um projeto bom se a burocracia não for atendida.
  6. Fique no tema, mas inove: os temas acima citados devem ser contemplados, mas é imprescindível que o projeto apresentado tenha alguma inovação. ?O governo faz editais desse tipo para desenvolver em áreas que o Brasil tem deficiência.  Computação em nuvem, por exemplo, não possui uma plataforma totalmente nacional. Assim como é preciso desenvolver por aqui antivírus, firewalls, detecção de intrusão….?, contou.
  7. Faturamento adequado: de nada adianta pedir 1,5 milhão de reais se a sua empresa faturar 500 mil reais ao ano. É importante que haja um discernimento do valor a ser investido na inovação em comparação com o quanto a empresa levante de recursos. ?Os créditos vão de 700 mil reais a 10 milhões de reais?, pontuou.
  8. Organização para apresentação: a proposta deverá ser defendida. Segundo Alves, normalmente o grupo que faz a apresentação é composto por cerca de quatro pessoas, com conhecimento da área do projeto, da empresa e do mercado para o qual a solução será proposta.
  9. Equipe: a equipe responsável por tocar o projeto deve ser descrita e estar condizente com o trabalho a ser efetuado. ?Entre os principais itens financiados estão equipe própria CLT, serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas) e equipamento de material permanente, como obra e instalações?, citou.
  10. Risco: a ideia do edital é cobrir o risco tecnológico do projeto, por isso é importante que seja calculado o risco tecnológico do projeto e que ele não seja muito grande
  11. Princípio: o mais importante, e o básico, é ler o edital e obter todas as informações necessárias para a defesa. Informe-se, faça o preenchimento do formulário de forma calma e tranquila e não deixe para a última hora.

Saiba mais:

?A desoneração é positiva, mas o plano deve ser revisto?, afirma Jorge Sukarie, da Brasoftware

Brasil não prioriza TI, afirma Cassio Dreyfuss, do Gartner

?É um grande passo?, sintetiza presidente da Assespro sobre Brasil Maior

Notícia originalmente publicada em 10 de abril de 2013

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