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TI eficiente: como fazer mais com menos – Página 2

Processos e sinergia

A necessidade de uma gestão eficiente dos projetos e de otimização dos meios de processamento de informações levou a Gol Linhas Aéreas a contratar, em 2006, uma consultoria externa para definir um modelo de governança mais formal do que o adotado até então. Além disso, a empresa precisava transformar as características do departamento de TI de uma área técnica para uma mais gerencial. ?Queríamos tornar nossos analistas de sistemas em analistas de negócios?, resume Wilson Maciel, vice-presidente de planejamento e TI da companhia aérea.

Esta primeira grande mudança da nova fase da TI da Gol foi realizada em 2007. ?Modificamos bastante o perfil das pessoas e a forma de trabalhar. O resultado foi bastante positivo?, avalia. A segunda questão era como os investimentos em TI seriam endereçados. Definiu-se que quem estabeleceria as necessidades seria a área de negócios, mas a condução das soluções seria responsabilidade de TI. ?Já as prioridades e o volume de investimento são determinados por um comitê gestor de TI, formado pelo presidente da empresa e os vice-presidentes?, esclarece o executivo.

Nesse processo, foi trocada toda a infra-estrutura herdada com a compra da Varig. A Gol virtualizou e consolidou os servidores, reduzindo seu parque de mais de 80 máquinas para três. Maciel calcula que, com isso, sejam economizados R$ 6 milhões.

A AES, grupo dedicado à produção de energia e ao fornecimento de serviços de telecomunicações, otimizou sua estrutura ao padronizar os processos de TI de todas as empresas que a compõem. ?Empresas como a nossa, que estão listadas na bolsa de valores dos EUA, precisam estar aderentes à lei Sarbanes-Oxley e TI é um fator-chave, porque é quem faz a gestão das informações?, analisa Eduardo Fagundes, CIO da companhia.

Adotou-se um modelo baseado no eSourcing Capability Model, um framework desenvolvido pela IT Services Qualification Center, da Carnegie Mellon University (EUA). Dos 82 processos descritos neste framework, a AES adotou 64. ?Conseguimos identificar formas novas de fazer determinados serviços e, assim, ganhar sinergia?, relata Fagundes. Outro ponto de sinergia está no data center. O grupo conta com sete estruturas diferentes e um especialista para cada um. Agora, está indo ao mercado para contratar serviços de um único provedor.

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