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TI deve criar processos para se tornar mais verde, diz câmara-e.net

A participação da tecnologia no processo de uma economia mais sustentável permeia mais do que a redução dos custos de impressão ou a automatização de processos. Em julho deste ano, durante a Rio+20, foi assinado o Pacto da Economia Digital pela Sustentabilidade. Ludovino Lopes, presidente da camara-e.net, uma das entidades responsáveis pelo processo, explicou que a tecnologia verde não acaba na economia de papel. “Defendemos o uso eficiente e racional do papel e de outros insumos”, explicou ao IT Web.

Segundo o executivo, a ideia do projeto é transformar a postura verde que a tecnologia já tem em algo mais tangível, contribuindo com a sociedade brasileira em processos e competitividade. “Precisamos entender que a tecnologia é o impulso inicial para entregar conexões inteligentes e eficientes à sociedade”, contou.

A expectativa é que dois meses depois fosse produzido um termo de contudo para os signatários do pacto seguirem. Uma das sugestões é utilizar a certificação digital para substituir a assinatura convencional de contratos, o que reduziria não somente o consumo do papel, mas o impacto do transporte de documentos no trânsito.

Profissionais técnicos, como programadores, analistas de sistemas e desenvolvedores, segundo Lopes, devem construir tecnologias que sejam o mais eficiente possível, para entregar ganhos no consumo de energia. “É preciso pensar em construir coisas que durem mais tempo e entreguem métricas para demonstrar essa melhoria”, explicou, falando que softwares de monitoramento, por exemplo, já indicam consumo de energia por aplicação, desativando aquelas que não são necessárias para o uso no momento.

E não é novidade que o foco em sustentabilidade garante a longevidade do próprio negócio. “Quem não atende a esses preceitos no médio, longo prazo, está condenado a morrer. O primeiro efeito é ser malsucedido, primeiro porque o custo de processos assim se torna maior. Segundo, porque em termos de investimento e responsabilidade, monitoramento, a tendência é que essas ações sejam legislativas ou regulamentadas a compensar emissões. Isso vai ter impacto futuro em termos de negócio”, disse. Pensar em resolver apenas um problema de entrega, sem foco no futuro, traz um efeito reverso praticamente impossível de ser impedido.

Saiba mais:

PARTE 2 – Três passos para implementar uma rede de TI Verde

PARTE 1 – Lixo eletrônico: diferenças de tecnologia deixam processo mais caro

 

 

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