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TI: abrace a rede social o quanto antes

Quando o assunto rede social entra na pauta do departamento de TI, a primeira coisa que vem à mente dos integrantes é a liberação de acesso ou mesmo alguma ação específica para propagar algum produto ou serviço. De imediato, a reação costuma ser negativa e, consequentemente, entra a figura do marketing tomando frente nesse tipo de projeto, uma vez que, para diversas companhias, trata-se de um canal extremamente estratégico. Mas o amadurecimento do conceito de computação social traz novas possibilidades e a organização de TI precisa se atentar a isso e abraçar a tendência o quanto antes.

O assunto foi tratado por especialistas do Gartner em encontro com jornalistas em São Paulo, durante o Gartner Symposiu/IT Expo 2012. Questionada sobre qual era o problema dos CIOs brasileiros com as redes sociais, Ione de Almeida Coco, vice-presidente regional e líder do programa executivo da consultoria para América Latina, frisou que é puro medo. ?Quem lidera a presença social no Brasil é o marketing, e não a TI. Algumas empresas têm até uma área de rede social fora da TI?, pontua a especialista.

Mas se antes a ideia de redes sociais estava centrada em angariar fãs para uma marca ou propagandear um produto, o objetivo, hoje, está em tirar proveito dessas redes públicas, entender o sentimento do consumidor e, a partir disso, direcionar a estratégia do negócio, criar novos produtos e até cocriar com os clientes. Por outro lado, a evolução do conceito leva a uma aplicação do modelo dentro das empresas, seja para intensificar a colaboração entre os funcionários, mapear ideias ou criar um programa de inovação, a exemplo da mexicana Cemex. Essa evolução faz com que empresas de qualquer natureza ? voltada ao consumidor final ou B2B – tenham a necessidade de elaborar uma estratégia social.

?O futuro é ter o retorno sobre a percepção da massa para dentro da empresa. E usar para inovações internas?, ressalta Ione, que confessou ter ouvido de uma executiva de TI que havia convencido o CEO da companhia a não investir em mídia social porque era coisa de jovens. E esse tipo de afirmação é muito comum. CIOs de empresas que não estão diretamente ligadas a venda de produtos para clientes finais tendem a ignorar iniciativas sociais. O que configura uma visão míope na avaliação dos analistas, umas vez que os benefícios são os mais variados, assim como as abordagens que podem ser dadas ao modelo.

Especialista em mídias sociais, vice-presidente do Gartner e autor do livro ?The Digital Edge: Exploiting Information & Technology for Business Advantage?, Mark McDonald afirma que para se ter sucesso nas redes sociais é preciso criar uma estrutura adequada e, consequentemente, oferecer o suporte correto para a iniciativa. Essa estrutura consiste em ter um propósito para o projeto, já que não adianta achar que as coisas acontecerão como mágica; demonstrar progresso a partir do ideal; e, por fim, um plano de como conectar essa inovação ao projeto principal da emprega. ?A organização precisa dessas três peças para ter um bom nível de colaboração e não depender de processo de negócio e de uma hierarquia tradicional?, pontua.

Entre acreditar ou não na necessidade de uma estratégia social por estar em um segmento B2B, McDonald lembra aos CIOs que a linha entre o mundo B2B e B2C é cada vez mais tênue e que não se pode levar apenas isso em consideração para ignorar uma tendência. Para o especialista, apostar nessas iniciativas pode trazer diferenciais importantes para sua operação. ?(É como em um produto) Você precisa ter um diferencial, se não houver, sempre será escolhida a versão mais barata?, avalia o executivo, ao dizer que inovação é essencial para o sucesso das companhias e que isso traz formas de você acelerar projetos e até torná-los mais baratos.

?As tecnologias sociais não estão aí para somente garantir seguidores ou fãs, mas para ajudar você agir de forma individual, traduzir o sentimento individual em ações. A comunidade se forma por algum propósito e isso faz com que as pessoas troquem contribuições, chegam os feedbacks que chamam a atenção e, a partir disso, se tomam atitudes. Mas quando se fala em mídia social, só se aborda parte dessas ações. A Cemex é um exemplo de ação nesse sentido. Isso é parte da revolução social, como trabalho com isso e gero resultado a partir dos feedbacks.?

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