“Quando o vírus slammer foi descoberto, em janeiro de 2003, percebemos que as empresas não conheciam seus próprios sistemas, não podiam agir proativamente. Era como se uma pessoa visse que um furacão estava vindo em sua direção e não pudesse fazer nada a respeito”, comparou o executivo que está liderando a nova companhia.
Para ele, a principal preocupação das duas companhias no momento é finalizar a fusão cumprindo a promessa feita ao mercado, de entregar as já mencionadas segurança e disponibilidade de dados. “Com isso feito, poderemos pensar em novas oportunidades a serem exploradas no mercado”, afirmou.
Thompson diz que está confiante na aprovação do negócio pelos acionistas e não acredita que a queda do valor dos papéis da empresa esteja relacionada à fusão. “A McAfee está em queda, bem como a Trend Micro, a ISS e a própria Nasdaq. É uma questão macroeconômica.” E complementou: “não focamos no desempenho da bolsa, mas na execução. Foi assim que conseguimos nos tornar uma empresa de US$ 2 bilhões e é assim que vamos continuar fazendo.”
Ele diz que devem haver demissões, mas num grau “muito pequeno” comparado ao número de funcionários da nova companhia. “Este negócio não está sendo feito por corte de custos, e sim, para entregar soluções mais completas ao mercado. Vamos precisar de pessoas, de talentos. É claro que não faz sentido ter duas pessoas cuidando de uma única tarefa, mas seremos uma empresa de cerca de 15 mil empregados”, comentou.
Com relação aos parceiros, Thompson reforçou o discurso de outros executivos. “Vamos combinar as melhores práticas das duas empresas e oferecer isso a eles. Reconhecemos a importância dos parceiros para o sucesso da Symantec.”
O CEO acredita que a fusão é uma revolução no mundo dos negócios, comparando-a ao processo de fabricação implementado por Henry Ford, no início do século passado. “Vamos permitir que os profissionais de TI pensem estratégicamente e de maneira mais criativa.”
Quando perguntado sobre estratégias específicas para a América Latina, o executivo afirmou que a empresa não traça seus planos geograficamente, mas por soluções. A região representa cerca de 4,5% do faturamento global da Symantec e deve continuar nesta faixa, mesmo depois da junção com a Veritas.
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