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Testes do Google indicam oferta de internet móvel nos Estados Unidos

O Google solicitou à Comissão Federal de Comunicações (Federal Communications Commission, dos Estados Unidos) a permissão para testar um sistema de internet sem fio, um prelúdio possível para prover serviço de dados móveis em uma grande escala. Consultor de engenharia sem fio, Steven J. Crowley publicou em um post de blog na semana passada notando  que partes importantes que descrevem o serviço foram consideradas como confidenciais.

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“Não sabemos exatamente o que o Google está testando aqui”, escreveu. “Pode ser dispositivos de sua criação. Suspeito, no entanto, que se trata de um teste para uma nova arquitetura de rede ou serviço, usando equipamentos existentes.”

O Google preferiu não comentar, mas suas ações falam por si só. No início deste mês, a companhia começou a ofertar Wi-Fi pública gratuita em áreas de bairros de Nova York, onde seu escritório está localizado. Dois meses atrás, começou a prover a moradores da cidade do Kansas, no Estado do Kansas, acesso à internet através de um cabo de fibra ótica de alta velocidade, presumivelmente em uma preparação para um lançamento maior de banda larga. A companhia também oferece internet sem fio nas áreas que cercam sua sede em Mountain View, Califórnia, entre outros.

Para o Google, oferecer serviço de conexão garante uma proteção contra competidores que possam interferir em seus serviços, além de garantir a possibilidade de receita recorrente. A companhia planeja conduzir os experimentos utilizando as faixas de 2524-2546 MHz e  2567-2625 MHz, que estão alocadas para serviço de banda larga móvel. Essas frequências são licenciadas para a Clearwire, explicou o consultor, na qual o Google costumava investir.

“Poderia ser usado para prover serviços de internet comercial”, Crowley em uma entrevista por telefone. “Mas não vi nada nas formas de aplicação que indicam isso. Não há muitos fatos no documento”.

Crowley disse que há mais banda disponível na faixa de espectro onde o Google conduzirá os testes do que as outras operadoras têm para desenvolver seus serviços LTE. O consultor explica ainda que códigos apresentados no relatório indicam que os testes envolvem LTE. A arquitetura que o Google está usando requer muitas células, disse.

Não há qualquer informação ou iniciativa para o Brasil.

* Texto levemente editado

 

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