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Temos de ir da era competitiva para a colaborativa, diz executiva da PayPal

Em 2013, o mercado de exportação de produtos movimentou R$ 1,5 bilhão. Para 2018, a estimativa é de que esse montante aumente para R$ 4 bilhões, de acordo com o estudo A Moderna Rota das Especiarias, realizada pela Nielsen e encomendada pela PayPal.

Tal cenário em conjunto com o dólar chegando na casa dos R$ 4 é visto por muitos como oportunidade de investimento em vez de pôr o pé no freio. Essa é a opinião de Gabriela Szprinc, head da área de PMEs e Ongs da PayPal Brasil.

Para a executiva, a situação é favorável para empresas de pequeno porte expandirem seus horizontes e garantir receita com vendas on-line, seja produtos ou serviços. “Com o dólar mais alto, transações internacionais ganham foco”, observa.
Outros dados que contribuem com essa visão é que, segundo pesquisa realizada pela PayPal, 25% das transações atualmente são feitas por meio de dispositivos móveis. Até 2017, a previsão é de que o cenário inverta e que apenas 25% das transações sejam feitas com dinheiro físico – mais um motivo para investir no mercado on-line.

O e-commerce brasileiro conta hoje com 450 mil sites ativos, de acordo com pesquisa da BigData encomendada pela empresa de pagamentos e divulgada em março de 2015. Os pequenos sites, com até 10 mil visitas mensais, representam 88% desse universo.

O maior entrave, no entanto, não são questões burocráticas como muitos empreendedores desse porte podem pensar, mas sim o medo de crescer. “Imagina que eu vou concorrer com uma Amazon?”, disse ela. “E por que não?”, completa.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, as áreas mais promissoras para investimentos de MPEs são couro e calçados, madeira e móveis, TIC, cosméticos, metal mecânico, confecção, café, frutas e construção civil, além do turismo.

Mercados pequenos como Áustria, Irlanda e Israel podem ser interessantes já que, por serem menores, a tendência é haver mais compras no exterior por parte dos cidadãos.

“A indústria nesses países é muito menor e com preço menos competitivos. Apesar da demanda, não há ofertas, porque, em determinados seguimentos, ninguém acha interessante produzir no país então as pessoas buscam comprar de fora”, afirma Gabriela. Outro mercado promissor para exportação é a China. “Todo mundo compra da China, mas eles estão comprando do exterior. Sabemos que o dom deles é fazer pra fora e não para o mercado interno, que é muito fechado”, completa.
Para o negócio dar certo, também é preciso haver investimentos mínimos e, em especial, planejamento. “Grandes índices de empresas que não duram nem seis meses porque não têm estudo de mercado”, conta Gabriela. “Se não há o mínimo de qualidade, o negócio não vai pra frente”

A executiva recomenda que, por mais pequenas que sejam, empresas devem procurar órgãos como o Sebrae que possam ajudar no início da estrada.

Além disso, outra peça-chave para o sucesso é a troca de experiências. “Estou aqui, tentando achar uma solução sozinha, sendo que há pessoas que são especializadas e podem me ajudar”, afirma. Temos de sair da era competitiva para a colaborativa.

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