Telemedicina e registros eletrônicos lideram investimentos de TI em saúde

Investimentos em tecnologia para viabilizar a ampliação da telemedicina estão entre as prioridades de quase metade (47%) dos líderes de saúde brasileiros, segundo o Future Health Index (FHI), realizado pela Phillips. A edição de 2022 entrevistou cerca de 3 mil líderes do setor, de 15 diferentes países – incluindo o Brasil -, a fim de entender como esses profissionais estão redefinindo suas prioridades em tecnologia e sustentabilidade à medida que emergem da pandemia.

De acordo com o relatório, os registros eletrônicos de saúde, hoje, estão no topo das listas de investimentos em tecnologia para 85% dos líderes brasileiros.

Quanto ao uso de dados para melhorar a eficiência dos atendimentos, os líderes de saúde apontam algumas barreiras à adoção de tecnologias digitais que ainda persistem, como as dificuldades em gerenciar grandes volumes de dados (exposta por 23% dos profissionais) e a de obter dados (25%). Para mitigar este cenário, 31% dos líderes brasileiros concordam que investir em infraestrutura de tecnologia é fundamental, bem como realocar o orçamento para permitir investimentos (28%).

“As barreiras para o uso de dados estão diminuindo ao longo do tempo. As questões sobre gerenciamento de dados no Brasil, por exemplo, foram reduzidas de 31% em 2021 para 23% em 2022. É provável que a necessária adoção de tecnologias digitais, como o uso de prontuários digitais e telessaúde durante a pandemia, tenha eliminado alguns desses obstáculos, tanto em termos de tecnologia quanto do ponto de vista da equipe e do paciente”, explica o Dr. Eli Szwarc, líder-médico de informática para a Philips América Latina.

Em relação à inteligência artificial, o estudo aponta que os líderes de saúde brasileiros estão investindo fortemente na tecnologia. Metade dos hospitais ou instalações de saúde locais já adotaram tecnologias de análise preditiva, com 42% atualmente em processo de fazê-lo ou planejando adotar a análise preditiva nos próximos três anos. Isso coloca o Brasil muito à frente da média global, com o percentual daqueles que já trabalham com análise preditiva (66%) significativamente maior que a média global (56%).

“No nível clínico, a análise preditiva pode ajudar os profissionais de saúde a melhorar a experiência do paciente, reduzir o custo do atendimento e melhorar os resultados de saúde. Operacionalmente, a análise preditiva equipa os sistemas de saúde com a capacidade de identificar tendências e formar previsões, o que pode aliviar parte da carga administrativa”, exemplifica o Dr. Szwarc.

A sustentabilidade ganha cada vez mais atenção dos líderes do setor. Em 2021, o mesmo estudo apontou que apenas 3% dos líderes no Brasil tinham a sustentabilidade como uma das principais considerações. Hoje, 24% dos profissionais colocam as práticas de sustentabilidade no topo da agenda, igualando o país ao patamar da média global (24%).

“Os sistemas de saúde, de modo geral, respondem por mais de 4% da emissão global de CO2. Isso é mais do que os setores da aviação ou do transporte marítimo. Ter esse aumento significativo, em um ano, de profissionais preocupados com a sustentabilidade é animador”, finaliza o Dr. Eli Szwarc.

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