Os segmentos de finanças e de telecomunicações estão rapidamente buscando alianças para entrar no mundo do pagamento móvel, já bastante comum em alguns países africanos, asiáticos e até em algumas localidades da América Latina. Depois de Bradesco e Claro anunciarem o lançamento de um serviço nesse sentido, agora foi a vez de Telefônica e Mastercard mostrarem sua oferta ao mercado.
As companhias atuarão por meio da empresa MFS, formada exclusivamente para prover serviços de pagamentos móveis. Na verdade, será uma solução dupla. A partir da tecnologia USDD (Unstructed Supplementary Service Data), já bastante difundida, os usuários poderão usar o celular para recarga de linhas pré-pagas, transferência de valores e pagamento de contas. Além disso, essa pessoa terá à disposição um cartão pré-pago que poderá ser usado para saque em caixas eletrônicos credenciados à rede Cirrus e para efetuar compras em milhares de estabelecimentos.
O conceito funciona da seguinte forma: um cliente Vivo que tiver interesse no serviço enviará um SMS com um código, haverá um autoregistro e, a partir da carga (hoje já existem 250 mil pontos cadastrados para efetuar o crédito), será possível fazer uso dos serviços. Com o recebimento do cartão, haverá uma sincronia de dados entre ele e o celular, para que as operações de débito e crédito valham para os dois em tempo real. Tudo isso pede, por questões de regulamentação, a existência de uma instituição financeira por trás, já que é criada uma espécie de conta reserva, mas o presidente da MFS, Marcos Etchegoyen, explica que pela plataforma criada eles podem trabalhar com qualquer banco.
?Queremos criar um mundo mobile junto com o cartão de crédito, levando facilidade para o usuário?, comentou Etchegoyen, durante a apresentação da empresa em São Paulo. ?Eu troquei o passado pelo futuro?, brincou, por já ter passado por instituições financeiras tradicionais como BNP Paribas e Citibank.
Tecnologicamente falando, Etchegoyen afirma que o maior desafio está em ofertar o serviço com rapidez e disponibilidade, já que problemas de rede podem comprometer a realização das operações e, consequentemente, a imagem do produto. Em relação à segurança, ele afirma que não existe nenhuma preocupação, frisando que o USSD é como um SMS, mas mais seguro, já que conta com criptografia. Além disso, as operações são efetuadas com uso de senha e os dados não ficam armazenados no aparelho.
Neste momento, 500 usuários estão utilizando o serviço em fase de testes e a expectativa é que, a partir de abril de 2013, seja feito o lançamento efetivo. Na América Latina, a mesma aliança já oferece um produto similar na Argentina e no Peru. As operações são realizadas de forma muito simples, o usuário envia um código (como se estivesse enviando um SMS, mas sem cobrança pela mensagem) e um menu é aberto. Ele seleciona o serviço, digita a senha e a operação está concluída. Haverá cobrança de tarifa, mas os valores ainda não foram definidos.
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…
A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…
A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…
Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…