Esqueça conectores, pendrives, cabos de toda sorte e cartões de armazenamento de qualquer tipo que seja. Estes produtos, de acordo com a organização mundial Institute of Electrical and Electronic Engineers (Ieee), estão com os dias contados por conta da introdução da tecnologia WiGig. A novidade chegará ao mercado brasileiro em 2013 e mistura os conceitos de conexão sem fio e Bluetooth, com transferência de arquivos em uma velocidade altíssima. E sem a necessidade de conectores, os dispositivos da nova geração ficarão mais finos e leves.
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A massificação de produtos com WiGig ocorrerá a partir de 2014, contou Carlos Cordeiro, membro sênior do Ieee e arquiteto-chefe de padrões da Intel. O brasileiro, que há anos mora nos Estados Unidos, explicou ao IT Web por telefone que a tecnologia foi produzida por fabricantes do mercado que fazem parte do instituto.
“O WiGig é mais parecido com Wi-Fi do que com as redes celulares”, introduziu Cordeiro. Enquanto o 4G atende em longa distância, entre 300 e 400 metros, por exemplo, o WiGig ficá até com dez metros, para dispositivos que estejam ao entorno do usuário. Para se ter uma ideia, o Wi-Fi convencional chega a cem metros.
Os primeiros produtos a receberem a tecnologia direto de fábrica serão computadores. A partir de 2013, a ferramenta estará presente em smartphones e tablets. Fabricantes membros do Ieee, cujos exemplos nominados pelo executivo são Intel, Dell e HP, já estão de acordo com essa tendência. Pode haver um impacto no preço a partir dos primeiros anos do lançamento (que Cordeiro estima em torno de US$ 30 por máquina), mas esta inflação deve ser diluída co o passar do tempo.
Então vamos aos pontos técnicos para depois abstrair em exemplos. O Ieee criou o padrão wireless IEEE 802.11, que definiu a fundação do Wi-Fi no mundo todo, e agora está se expandindo no padrão 802.11 com o aperfeiçoamento IEEE 802.11ad, que suporta todos os desenvolvimentos de interface.A faixa usada para o WiGig é a ISM de 60 GHz (tipicamente 57-64 GHz). “A velocidade de troca de arquivos é dez vezes maior que a convencional, atingindo 7 gbps”, contou o professor.
Para a transferência ocorrer, não é necessária conexão com a internet – portanto, não há qualquer sobrecarga na rede corporativa. A ferramenta é como um Bluetooh extremamente melhorado, com resultado mais rápido. Para que você compartilhe arquivos, é preciso que o outro dispositivo – seja um notebook, ultrabook, tablet, televisão, smartphone, projetor, dock station ou o que quer que seja – também tenha a tecnologia WiGig.
Algumas das possibilidades citadas por Cordeiro com a novidade são:
Diferentemente do Bluetooh, não há sobrecarga na bateria, segundo Cordeiro. Isso ocorre porque o tempo de transferência é extremamente rápido, e o WiGig só precisa ser ligado quando houver necessidade de troca de arquivos. Ele também permite um melhor desempenho da tecnologia de Near Field Communication (NFC).
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