A tecnologia de Inteligência Artificial Siri, da Apple, provou que, quando a funcionalidade de reconhecimento de fala é aplicada de maneira razoável em dispositivos móveis, os usários a utilizam. A pergunta agora é se as empresas conseguirão usar esse interesse em produtos que ajudem as organizações.
Segundo especialistas como Dan Miller, analista sênior da Opus Research, a resposta é sim, contanto que companhias não tentem construir ferramentas de mentalidade tão ambiciosa quanto a Siri. Em vez disso, os programas de sucesso terão como alvo tarefas específicas e ajudarão usuários corporativos com suas atividades, ao passo que os consumidores vão interagir mais rapidamente com conjuntos de informações.
“Haverá uma lista de coisas rotineiras que as pessoas pedirão para a tecnologia de fala fazer. A tecnologia não nos levará à Marte ou descobrirá novos elementos no universo, mas facilitará as tarefas corporativas”.
Da mesma forma que os FAQs (Frequently Asked Questions – Perguntas frequentes: área em que são disponibilizadas as dúvidas mais comuns já com suas respostas; N. da T.) ajudam com informações, os assistentes móveis virtuais corporativos têm o potencial de ajudar com uma “lista de tarefas frequentemente executadas”.
Nina
E os engenheiros da Nuance Communications, que estão por trás da tecnologia responsável pela Siri, da Apple, acreditam que os desenvolvedores de empresas podem produzir aplicativos de assistentes móveis significativos se tiverem acesso flexível à tecnologia de reconhecimento de voz para personalizar para sua base específica de usuários. É por isso que recentemente a Nunce lançou o SDK para Nina, um assistente virtual móvel com foco em empresas, que pode ser customizado e introduzido em aplicativos de empresas com foco em várias funções.
“O SDK é para facilitar a integração e possibilitar a extração da complexidade das tecnologias de potência e inteligência do Nina para tranformá-la rapidamente em um aplicativo móvel para serviços do cliente”, afirmou Christy Murfitt, gerente sênior de soluções de produtos da Nuance.
Segundo Nancy Jamison, analista da Frost & Sullivan, a Nina é atraente porque oferece uma maneira fácil de combinar aplicativos móveis coorporativos com aprendizado natural, colocando o usuário em contato mais rápido com a informação, pessoa ou processo correto.
“Além disso, por não ser focado apenas na voz, os erros de navegação são reduzidos e as escolhas de informações podem ser mais rápidas porque o usuário pode visualizar respostas na tela de seu dispositivos. Há flexibilidade porque não precisa-se usar só a voz, também pode-se digitar e usar o toque”.
Apesar do uso inicial do Nina ser especificamente focado nos aplicativos de atendimento ao cliente, Murfitt afirma que conforme a Nuance inserir a tecnologia nas empresas, há uma tendência de “criatividade” dentro dos grupos se TI, com a intenção e ampliar o uso do recurso. Então, o potencial para de uso continua aberto.
Afinal de contas, Miller finaliza, “empresas são um tipo de consumidor, também”.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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