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Supercomputador mais rápido do mundo está em uso experimental compartilhado

O Fugaku, o supercomputador mais rápido do mundo, concebido em 2014, está totalmente operacional e pronto para ser usado de forma experimental e compartilhado em projetos de pesquisadores do mundo todo. Pesquisadores do instituto Riken, do Japão, anunciaram que o supercomputador, desenvolvido em parceria com a empresa de computação japonesa Fujitsu, foi planejado para se tornar um futuro pilar da infraestrutura de computação de alto desempenho do país, segundo publicação do site ZDNet.

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O uso experimental do supercomputador começou em abril de 2020, e o final de seus 432 racks foi entregue em maio de 2020. Depois de passar quase um ano em testes em projetos relacionados ao combate da Covid-19, como sobre a eficiência da máscara e eficácia de medicamentos, o equipamento está disponível para pesquisadores começarem a usar em projetos que vão desde o combate às mudanças climáticas até a descoberta de novos medicamentos.

“Fugaku é uma tecnologia nacional importante e vamos administrá-la com responsabilidade com o objetivo de obter resultados de pesquisas que ajudem a construir uma sociedade saudável e duradoura, mitigação de desastres e melhor uso de energia”, disse Hiroshi Matsumoto, Presidente da Riken, à imprensa lançamento.

Fugaku ocupa o primeiro lugar na lista de supercomputadores mais rápidos desde meados de 2020, com três vezes o poder de computação do vice-campeão IBM Summit. O equipamento japonês deve manter-se nessa posição até a conclusão do LUMI, supercomputador sendo desenvolvido na Finlândia.

O Fugaku é alimentado por chips ARM A64FX, dos quais possui 7.630.848 núcleos. Quando testado contra o benchmark de supercomputação HPL, ele estabeleceu um recorde mundial de 442 petaflops, e contra o benchmark de carga de trabalho de inteligência artificial de computação de alto desempenho (HPC-AI) atingiu o máximo em 2,0 exaflops, batendo o recorde anterior (também mantido por Fugaku) de 1,4 exaflops definido em junho de 2020, segundo publicação do TechRepublic. De acordo com o Top 500, o benchmark HPC-AI da Fugaku foi “a primeira medição de benchmark acima de um exaflop para qualquer precisão em qualquer tipo de hardware”.

Além dos projetos relacionados à Covid-19, o Fugaku já foi usado para desenvolver um modelo de IA que simulava ondas de tsunami para prever enchentes no Japão, segundo o site. Fugaku também foi usado em conjunto pela Tokyo Medical and Dental University e Fujitsu Laboratories para analisar genes de câncer. Eles anunciaram, em novembro, que Fugaku havia permitido que analisassem completamente os genes do câncer em menos de um dia – um processo que costumava levar meses.

Agora, aberto a novos projetos, a Organização de Pesquisa para Ciência e Tecnologia da Informação (RIST) do Japão já selecionou 74 projetos de pesquisa que serão implementados a partir do próximo mês.

“Nosso centro continuará conduzindo pesquisa e desenvolvimento para fortalecer o Fugaku e avançar no futuro da computação. O Fugaku certamente desempenhará um papel ativo como uma infraestrutura central para a construção da Sociedade 5.0 e para contribuir para o maior progresso na ciência, tecnologia e inovação”, disse Satoshi Matsuoka, Diretor do Centro Riken.

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