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Supercomputador brasileiro volta ao ranking dos mais potentes

Após expansão da sua capacidade de processamento, o supercomputador Santos Dumont voltou para a lista dos 500 mais potentes do planeta. Instalada no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) em Petrópolis (RJ) pela francesa Atos, a máquina recebeu uma atualização que aumentou sua capacidade de 1,1 petaflops para 5,1 petaflops, conseguindo realizar 5,1 milhões de bilhões de operações matemáticas por segundo. 

A atualização foi inaugurada em cerimônia realizada na últimas segunda (25) e contou com a presença de Marcos Pontes ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O upgrade foi viabilizado graças à destinação de 1% das receitas geradas a partir da extração do pré-sal do campo de Mero, na Bacia de Santos. 

Em funcionamento desde 2016, o projeto de instalação do Santos Dumon no LNCC custou R$ 60 milhões ao governo federal e seus gastos recorrentes geravam R$ 4 milhões em manutenção e R$ 500 mil de energia. Por conta dos custos, o supercomputador teve seu ritmo de processamento reduzido entre 2016 e 2017, ano em que deixou a lista dos top 500. 

Com a determinação de repasses de recursos para atividades de pesquisa e desenvolvimento dentro do campo de Mero, foi possível investir em melhorias para a máquina, que agora voltou à lista e também assumiu a posição de principal supercomputador da América Latina. 

Benefícios da supermáquina

Segundo a Agência Brasil, o principal ganho da atualização do supercomputador está na aceleração de pesquisas. Somente em 2018, foram realizados cerca de 150 mil experimentos na máquina e, atualmente, estão em andamento mais de 130 projetos de pesquisa em áreas como química, física, engenharia, ciências biológicas, meteorologia, ciência agrárias, astronomia, climatologia, sismologia e outros. 

De acordo com o texto da agência, somente em 2018 foram realizados cerca de 150 mil experimentos na máquina e, atualmente, estão em andamento mais de 130 projetos de pesquisa em áreas como química, física, engenharia, ciências biológicas, meteorologia, ciência agrárias, astronomia, climatologia, sismologia e outros. 

Estão em andamento, por exemplo, estudos sobre o vírus zika e projetos que envolvem mapeamento de genoma. A Petrobras também utiliza a máquina, por exemplo, para realizar modelagens computacionais que subsidiam tomadas de decisões em sua atuação no setor de óleo e gás. Pesquisadores de todo o país podem utilizar o Santos Dumont, basta se candidatar durante a abertura do edital de pesquisas. 

O Brasil é o 21º país do mundo em capacidade de operações através de supercomputadores, com as máquinas brasileiras (três, no total) respondendo por cerca de 1% da potência mundial.  Dentro desse setor, quem ocupa a liderança são os Estados Unidos (com 37,1%) e China (com 32,2%). 

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