Posicionada como uma empresa de backup, recuperação, arquivamento de dados e nuvem, a Commvault reformulou sua estratégia nos últimos anos para ir além e ajudar seus clientes na efetiva gestão dos dados.
A companhia com sede em New Jersey, nos Estados Unidos, observa que há uma grande explosão de dados e muitas organizações não sabem por onde começar a análise para efetivamente entender o que fazer com eles: eliminar, armazenar ou usar?
Mike Haugen, vice-presidente de Vendas Internacionais da Commvault, falou ao IT Forum 365 que na maioria dos casos, empresas olham e tratam os dados da mesma forma. “É como ter um quarto da bagunça só que para dados. Ninguém sabe o que fazer com eles, quando usar e como lidar. Mas está tudo lá”, compara ele, alertando para a necessidade de gestão.
Segundo o executivo, o papel da Commvault é o de orientar empresas sobre o arquivamento e a gestão de processos críticos de dados. E mais do que isso: ajudar no entendimento do que é preciso levar para a nuvem e o que deve ficar dentro de casa. “Armazenar dados é caro, mas a nuvem contribuiu para reduzir o custo.”
Bruno Lobo, country manager da Commvault no Brasil, aponta que o cenário é comum em muitas empresas. A maioria tem diferentes infraestruturas e elas operam em silos. Para ir para a nuvem, contudo, é preciso saber o que tem dentro casa. “Resolvemos esse problema. É possível pegar os dados e indexar para o saber o que está dentro e mover o dado”, exemplifica ele.
Haugen aponta que a atuação em silos além de desafiar a gestão é custosa para a empresa. “Com novas regulamentações, mudança no perfil do líder da TI, observo que há um caos positivo para as organizações. A ordem agora é transformar”, observa.
Segundos os executivos, é nesse cenário que é preciso usar informações de forma inteligente, pois essa habilidade se tornou crítica para os negócios. “Nossa abordagem é: conheça seu dado”, diz Haugen, assinalando que a prática é como gerenciar pessoas, ou seja, é constante.
Com uma estrutura de negócios 100% voltada ao canal, os executivos ressaltam que o ecossistema de parceiros tem sido fundamental para essa mudança na gestão das empresas. Em 2017, a empresa ampliou sua lista de parceiros e mais recentemente outros importantes nomes passaram a fazer parte, como Infinidat, Cisco e HPE. “No Brasil, temos 94 parceiros e dois distribuidores. Neste momento, estamos investindo na capacitação”, aponta Lobo.
Com a Infinidat o objetivo é entregar proteção de dados de escala Petabyte para grandes empresas. Com esse acordo, a empresa amplia seu alcance em um ecossistema de revendedores com uma das startups de armazenamento mais inovadoras do mercado.
Já com a HPE, a tecnologia Commvault Data Platform passa a ser pré-integrada aos servidores HPE, com tecnologia de rede e armazenamento. Com a aliança, a plataforma da Commvault fornecerá aos clientes proteção e confiabilidade de dados empresariais, cobrindo todo o ciclo de vida de um ambiente de backup.
No caso da Cisco, a solução ScaleProtect, da Commvault, será integrada ao Cisco UCS para oferecer às empresas simplicidade, elasticidade, resiliência, flexibilidade e escala de infraestrutura para gerenciamento de dados secundários, ao mesmo tempo que substitui as ferramentas legais de backup com uma moderna solução de gerenciamento de dados habilitada para a nuvem.
A aposta no canal acontece não só para aumentar a capilaridade, garantem eles, mas para ampliar a comodidade para o cliente, que quer ter um único ponto de contato e tecnologias convergentes.
Lobo reforça que a maioria das empresas está em busca de um ambiente híbrido, um mix de nuvem e soluções on premise, em linha com a migração do físico para o digital. Assim, a demanda pelas tecnologias Commvault cresceu. “Dobramos os negócios no Brasil e esperamos dobrar também este ano”, adiantam os executivos. Haugen afirma que a empresa tem uma abordagem holística, algo que tem atraído companhias de todos os setores, finalizam.
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