Stefanini investe em plataforma de inteligência cognitiva

A inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) e a capacidade das máquinas aprenderem com a tecnologia de Machine Learning marcaram vários painéis durante o maior evento de inovação e criatividade no mundo, o SXSW, realizado em Austin (EUA), de 9 a 18 de março.

A Stefanini esteve presente ao evento e reforçou sua percepção de que a IA será uma das grandes apostas para a melhoria do atendimento ao cliente nos próximos anos.

Seguindo esta linha, a empresa, que lançou há dois anos a sua plataforma de inteligência cognitiva, batizada de Sophie, decidiu ampliar sua atuação neste seguimento, agregando o IBM Watson à oferta da companhia. Dessa forma, o cliente pode utilizar a Sophie, que está em sua versão 2.5 e chegará à 3.0 em julho, como uma interface de comunicação, seja por chat ou voz; o Watson como uma plataforma de Data Analytics, contemplando APIs disponíveis no Bluemix, ou ambas, dependendo do projeto.

Segundo Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefanini, a Sophie é considerada uma plataforma muito competitiva para os clientes corporativos. “Estamos honrados de nos associar à marca de inteligência artificial mais conhecida do mundo, que é o IBM Watson”, afirma.

Segundo o executivo, há uma grande expectativa de crescimento da área de inteligência cognitiva da Stefanini. A previsão é implementar a plataforma em pelo menos 40 novos clientes no Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos.

A nova versão da Sophie reduz o tempo de implementação e o custo dos projetos, além de simplificar sua evolução ao se tornar uma plataforma viva, cujo crescimento é parte essencial do relacionamento da Stefanini com cada um de seus clientes.

Atualmente, a Inteligência Artificial conta duas principais escolas: Simbólica e Conexionista. A primeira delas funciona com símbolos abstratos que são utilizados para representar conhecimento. É a IA clássica, que processa a informação de cima para baixo, trabalhando com símbolos legíveis por humanos, conexões abstratas e conclusões lógicas. Este modelo é apropriado para trabalhar com linguagem, ou seja, problemas que podem ser verbalizados.

Já a escola Conexionista se tornou popular na ciência da computação no final dos anos 80. Aqui, o conhecimento não é representado por meio de símbolos, mas sim neurônios artificiais e suas conexões – como um cérebro reconstruído. O conhecimento reunido é quebrado em pequenos pedaços e, então, conectados e construídos em grupos. Essa abordagem é conhecida como o método de baixo para cima. Diferente da inteligência artificial simbólica, este modelo deve ser treinado e estimulado para que as redes neurais possam reunir experiência e crescer, acumulando um maior conhecimento, sendo apropriado para trabalhar com sons e imagens – problemas que não podem ser verbalizados.

“No caso da plataforma Sophie, temos um modelo híbrido, com redes semânticas capazes de representar conceitos e relações, além de contar com um alto nível para as tarefas de linguagem”, ressalta Winetzki.

A versão 2.5 traz uma série de melhorias no núcleo cognitivo, com implementação de algoritmos genéticos e Common Knowledge Networks (abordagens técnicas únicas no mundo). Nos atuais clientes da solução, o índice de satisfação de usuários, medido em tempo real, é acima de 85%.

“Temos certeza de que poderemos avançar muito mais na área de inteligência cognitiva ao reunir os diferenciais da Sophie com a capacidade do IBM Watson de pensar e responder como um humano, graças a algoritmos complexos de AI. A partir de agora, as duas tecnologias podem ser implementadas num mesmo projeto”, complementa Danielle Franklin, diretora de novos negócios da Stefanini Scala.

Os chatbots, que tiveram uma posição de destaque no ano passado, deverão crescer com uma das principais interfaces de comunicação entre marcas e consumidores em 2018. Segundo a empresa de pesquisas Gran View Research, o avanço global do mercado de chatbots deve ser a taxas anuais de 24% até 2025.

Para o Gartner, 85% das interações dos consumidores será conduzida por um mecanismo automático até 2020. De acordo com a IDC, o mercado de chatbots faz parte de um setor que movimentará mais de US$ 47 bilhões até 2020, e, segundo levantamento da Tata Consultancy Services, elevará em até 16% a receita de companhias que os utilizarem, em relação àquelas que não o fizerem. “Não é por acaso que o tema Inteligência Artificial roubou a cena do SXSW na última semana e vem sendo uma das principais apostas da Stefanini para auxiliar os clientes no processo de transformação digital”, finaliza o diretor de P&D da Stefanini.

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