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Startups querem ser próximas “Uber do combustível”

Uma nova categoria da chamada economia compartilhada, ou economia sob demanda, pode estar surgindo: startups estão aparecendo no cenário norte-americano com o objetivo de se tornarem as próximas “Uber do combustível”. O que elas querem? Encher o tanque de motoristas, onde quer que estejam.
Basicamente, a empresa possui uma frota de caminhões que levam combustível até o motorista necessitado que, por sua vez, solicitou o abastecimento por meio de um aplicativo – do mesmo modo que se pede um carro para o Uber, como explica Christopher Aubuchon, em entrevista à Bloomberg. O executivo é cofundador da startup FLLD, da Califórnia. E assim funciona o modelo de negócios de combustível sob demanda.
Mas a empresa de Aubuchon não é a única surgindo nesse novo cenário. A publicação cita outros players que possuem a mesma proposta: WeFuel, Yoshi, Purple e Booster Fuels, as quais operam em San Francisco, Los Angeles, Palo Alto, Nashville, Tennessee, Atlanta.
Mas autoridades em algumas dessas cidades dizem que conduzir uma caminhonete com centenas de galões de gasolina pode não ser seguro. “É proibido”, diz o tenente Jonathan Baxter, porta-voz do corpo de bombeiros de San Francisco, completando que se moradores de San Francisco virem quaisquer empresas de abastecimento de veículos na cidade, devem chamar os bombeiros.
O cofundador da Yoshi se defende, afirmando que não chegou a falar com Baxter e que acredita estar seguindo a lei, tomando cuidado para não ultrapassar os limites delineados para carregar tanques de combustível em seu caminhão, de acordo com o Código Internacional dos Bombeiros, seguido por muitos estados dos Estados Unidos.
Já em Los Angeles, a recepção para o serviço parece ser melhor. O Departamento de Bombeiros do Estado está delineando uma política de entrega que abranja esse modelo, com limites, sem implicar em riscos para a sociedade. “Essa é uma daquelas coisas que ninguém pensou antes, da mesma forma que o Uber apareceu em tudo que é lugar”, disse o capitão Daniel Curry, porta-voz do Departamento. “Mas tudo o que posso dizer agora é que, com o código atual, esse modelo não é permitido”, completa.
“Temos de olhar para a segurança de todos”, afirma Baxter. “Você pode imaginar o que poderia acontecer se um caminhão de abastecimento entrasse em uma garagem de um edifício comercial ou residencial, não seria um bom resultado.”

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