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“Stalkear” é o novo segredo para impressionar na entrevista de emprego?

“Stalkear” é uma gíria brasileira criada a partir da palavra stalker, que, em inglês, significa perseguidor. O termo tem sido utilizado para nomear o ato de pesquisar a fundo a vida de pessoas no mundo digital, sobretudo nas redes sociais.

Apesar de ser uma palavra usada no vocabulário informal, o hábito de stalkear está cada dia mais comum e deve ser adotado pelos candidatos que estão participando de processos seletivos. É o que aponta Felipe Harmel, headhunter da Yoctoo, especializado no recrutamento de profissionais de TI.

Mas como stalkear a empresa para se destacar em um processo seletivo?

Harmel comenta que causar uma boa impressão durante uma entrevista de emprego depende de uma equação equilibrada entre as habilidades técnicas, comportamentais e o nível de conhecimento sobre a empresa contratante. “Apesar de muito se falar sobre o a importância de estar preparado para a entrevista, poucos recrutadores indicam o que é preciso estudar e principalmente como obter essas informações”, aponta.

O especialista indica que o processo de “stalkear” deve começar nos meios tradicionais da empresa. “Assim que receber a proposta de entrevista, o candidato deve entrar no site e redes sociais da marca. Nesses ambientes, deve colher informações sobre o histórico, o que ela faz, em que mercados atua, qual seu posicionamento estratégico, público-alvo, produtos, serviços, missão, visão e valores. Ambientes de comunicação em que a marca fala de si mesma são os mais indicados para descobrir o posicionamento e a cultura organizacional”, comenta.

Após “varrer” cada fonte de informação dos canais oficiais, o candidato deve buscar também os meios não tradicionais, ou seja, informações que circulam no ambiente externo e que não controladas pela companhia. “Quais as últimas notícias da empresa na imprensa? O que está acontecendo nos principais mercados de atuação? Existe algum acontecimento nacional ou internacional que impacte o mercado em que ela atua?”, cita.

Com a lição de casa bem-feita, o candidato consegue reunir informações valiosas que devem ser usadas para contextualizar as suas respostas durante o processo seletivo. E, consequentemente, ter um desempenho melhor frente ao recrutador.

“Sempre que estou à frente de um processo seletivo, ajudo os candidatos a encontrarem informações relevantes que os coloquem na direção correta. É uma falta muito grave aparecer no processo seletivo sem saber nada sobre a vaga ou a empresa. Demonstra desinteresse e faz o recrutador achar que está perdendo tempo. Esse tipo de atitude prejudica não só a imagem do candidato, como também do consultor que indicou para a vaga uma pessoa despreparada”, diz.

À medida que o candidato evoluir no processo seletivo, o nível e aprofundamento das pesquisas também deve aumentar. “Procurar sobre a concorrência e marcar um café com conhecidos que trabalham na empresa pode ser um segundo ou terceiro passo de um bom stalker. Comparecer em um processo seletivo mostrando que acompanha a empresa e demonstrando interesse em fazer parte do quadro de funcionários, conta muitos pontos a favor do candidato, por isso, não economize tempo nessas pesquisas.”

Toda a estratégia, para Harmel, se resume em uma conclusão: “Quando a empresa sente que você já está interessado por ela desde o início, a chance dela se interessar e investir em você é muito maior”, finaliza.

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