A Sprint está pensando em vender a rede móvel da Nextel comprada em 2005, mas pode ter problemas para encontrar um comprador para um ativo que teve seu valor reduzido em cerca de 80%, para US$ 5 bilhões. Há três anos, a Sprint pagou US$ 35 bilhões pela operadora.
Em comunicado enviado a órgãos reguladores nesta semana, a Sprint afirmou que está explorando alternativas para o iDen, que incluem “melhorar as operações, fazer investimentos adicionais, parcerias estratégicas e considerar uma potencial venda”.
A CNBC afirmou que a NII Holding, controladora da Nextel na América Latina, ou investidores de private equity estariam interessados no negócio.
Qualquer comprador acharia difícil reverter a agora completa integração do negócio de iDen, incluindo o billing, torres de transmissão e serviços de atendimento ao cliente, afirmam analistas. Número três no mercado dos Estados Unidos, a Sprint tem sofrido pressão dos governo americano para liberar parte de seu espectro do iDen para serviços de emergência. Cerca de 14,6 milhões de assinantes, ou 28% do total de 51,9 milhões da base usavam exclusivamente a rede iDen no final do segundo trimestre. Outros 1,7 milhão usavam telefones híbridos iDen e CDMA.
“Mesmo que eles queiram vender a rede iDen, não sei se haverá um comprador”, afirma Michael Nelson, analista do Stanford Group.
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