O episódio dos ciberataques que acometeram a Sony Pictures
no fim do ano passado tem novos desdobramentos. Nessa sexta-feira, a companhia
que irá iria atrasar a divulgação de seu relatório de resultados do
trimestre que terminou em 31 de dezembro por contas das invasões e consequências geradas.
O caso que acabou envolvendo a Agência de Segurança Nacional
dos Estados Unidos e o governo norte-coreano respingou em questões diplomáticas entre os dois países e, sobretudo, teve proporções desastrosas para a empresa.
No ano passado, alguns jornais falaram sobre prejuízos estimados em US$ 100
milhões.
Segundo documento da Sony Pictures enviado à agência de
serviços financeiros do Japão, a companhia informou que precisou desligar toda
sua rede de computadores por conta do ataque, e que muitos sistemas ainda não
voltaram a funcionar.
No reporte, a Sony declara que algumas aplicações
financeiras e contábeis e outras aplicações críticas de tecnologia da
informação não estarão prontas para serem utilizadas novamente antes do início
de fevereiro. A organização explica que isso se deve ao cuidado que tem sido tomado para
evitar danos maiores ao reiniciar prematuramente algumas funções.
Assim, a companhia pediu à agência um prazo extra de um mês
e meio para divulgar o relatório de resultados financeiros. Mesmo assim, a Sony
confirmou que irá manter conferência com analistas e investidores marcada para
o início de fevereiro.
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