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Sonda IT se posiciona como multiespecialista e investe pesado no cliente

Sempre existiram as empresas de nicho, com focos específicos, mas que não conseguem atender o todo. A chilena Sonda IT identificou esse descompasso e traçou planos para se manter à frente de concorrentes, assumindo uma posição de multiespecialista, ou seja, com “capacidade de atender diferentes mercados”, afirma Eduardo Borba, presidente da Sonda IT no Brasil, ao explicar as transformações que a empresa teve de passar para manter o cliente no centro das suas atenções, como protagonista.
No cargo há um ano, o presidente da empresa explicou que, como parte reestruturação, começou pelo modelo de vendas. A área comercial sofreu uma verticalização com o intuito de atender por segmentos de mercado. Em um primeiro momento, os mercados escolhidos são varejo, utilities e finanças no setor de serviços; siderurgia, manufatura, bens de consumo, farma, química, papel e celulose no setor industrial; e telecom.
Para Borba, o mercado tem um dinamismo que o modelo vigente não endereça. Também por isso, a empresa tem como parte dos planos para o ano focar no cross-seling e cultivar o relacionamento com o cliente para crescer a carteira atual e ampliá-la.
Dessa forma, a empresa visa promover sinergia e melhorar a experiência do uso de soluções de tecnologia e redução de custo às empresas. “Nosso objetivo é entender o movimento do mercado e entregar o que seja efetivo para ele de acordo com a demanda”, disse. “Estamos tendo boa aceitação como feedback, então sentimos que estamos no caminho certo.”
Na operação brasileira da Sonda, a receita do último ano fiscal somou US$ 484,2 milhões, 10,3% menor do que o registrado em 2014. A empresa justifica o baixo desempenho com os efeitos do câmbio – sem eles, a receita teria aumentado 9,6%.
Para 2016, a meta também engloba potencializar o crescimento orgânico e buscar novas oportunidades de aquisição previstos no plano trienal da companhia, que tem início neste ano e percorre até 2018. “Há espaço considerável para crescer organicamente dada a baixa penetração de TI nos mercados mais avançados”, finaliza Borba.

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