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Soluções entregam transparência de serviços e processos no Sicredi

Gerir uma empresa em crescimento impacta, principalmente, a forma como fazer as coisas andarem coordenadamente. Se a casa não estiver em ordem, as coisas não caminham corretamente, e os problemas internos e externos acabam duplicando as encrencas. Pensando na infraestrutura de TI, a possibilidade de surgir diversas ferramentas que não se conversam é muito grande. O Sicredi, instituição financeira de crédito cooperativo, presente em 10 Estados através de 1,125 mil unidades de atendimento e cerca de 1,8 milhão de associados, estava enfrentando este cenário.

O grande calcanhar de Aquiles da companhia, como definiu Rodrigo Werle, analista de infraestrutura de TI do Sicredi, era a falta de integração de rede, aplicações e banco de dados, pois cada um tinha sua própria suíte de gestão, então a duplicidade de documentos era comum. ?Quando pegávamos todas as informações, de todos os sistemas, para gerar algum tipo de resultado, já não havia valor nos dados devido à demora em fazer a correlação das informações?, contou ele durante o CA World 2013, em Las Vegas.

A infraestrutura do Sicredi é composta por 2,2 mil máquinas, entre físicas e virtuais, das quais 1,3 mil equipamentos de rede. Esse sistema suporta a 65 mil itens de configurações distintos, e todos precisam ser monitorados. A instituição adotou, então, uma série de soluções da CA Technologies, como o Spectrum Service Assurance, camada de gestão de serviços de TI, que foi integrado ao Spectrum IM, eHealth Performance Manager, Wily Introscope e NetQoS Reporter Analyzer.

Se dividido em fases, o projeto conta com três momentos distintos: a organização, capacitação e extensão das habilidades. A primeira parte do projeto, entregue no fim de 2010, colocou ordem na casa, com a entrega do Spectrum, IM, e do Service Operations Inside (SOI). Naquele momento de organização, não havia muitos serviços atrelados ao sistema, lembra Werle. Entre 2011 e 2012, o SOI se tornou o centralizador de eventos em paralelo ao Spectrum, dando mais corpo e controle aos níveis de serviços do Sicredi.

O grande benefício enxergado pela companhia foi a pró-atividade para fazer as coisas funcionarem, pois hoje a instituição conta com várias métricas em diferentes negócios. ?Conseguimos, por exemplo, antecipar quando problemas externos vão acontecer em algum de nossos parceiros, como Redecard, Cielo, entre outros, e assim damos autonomia para lidar com processos para nossas filiais?, explica Werle.

Hoje, são cerca de 60 serviços monitorados pelo SOI, e a expectativa é chegar até o final do ano com 80. ?Estamos num momento mais maduro?, afirma o analista. ?Antes do SOI, tudo era muito manual, principalmente a gestão de ativos. Agora temos visibilidade e transparência de processos.?

O Sicredi pode, hoje, realizar a gestão integrada dos serviços de TI, visualizando todos seus componentes, detectando rapidamente a causa-raiz dos problemas, resultando na diminuição do MTTR (tempo médio de reparo). Problemas com a lentidão aos acessos dos usuários ?nais às aplicações também foram solucionados, assim como não há mais instabilidade e indisponibilidade dos serviços de TI, complementa o analista.

A cereja do bolo

A terceira fase do projeto, da qual Werle define como a ?cereja do bolo?, foi iniciada há pouco mais de um mês com a integração do Executive Insight, também da CA, a todo o sistema implementado nos últimos anos. E a solução foi essencial para que a ideia de transparência que existia dentro da área de TI foi disponibilizada para outras áreas de negócios.

?Por meio de um tablet, smartphone ou qualquer dispositivo com browser em HTML5, o Executive Insight pode entregar mais de 20 indicadores de negócios como, por exemplo, quantas transações foram negadas, quantas foram bem-sucedidas ou quantos caixas eletrônicos no ar ou fora do ar…?, conta Werle. ?Com isso, há menos chamados na área de TI, pois o executivo consegue ver o problema e resolver direto com o cliente. Hoje, são dez profissionais usando o sistema.?

Neste momento, também, o Sicredi trabalha para fazer com que as novas soluções ajudem na economia de energia, fazendo com que o sistema consiga “ligar ou desligar” máquinas de acordo com a demanda.

* O jornalista viajou a Las Vegas a convite da CA Technologies

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