A SolarWinds, fabricante americana de softwares de gestão de rede, está aumento significativamente seu compromisso com o mercado brasileiro, com o claro intuito de ampliar a capilaridade da receita da companhia, pegando gancho no momento de altos investimentos no País.
Para estabelecer raízes em território nacional, canais são mais que necessários. Em mercados, como o dos Estados Unidos, os integradores da companhia também trabalham com Cisco, CheckPoint, Fortinet, Avaya, NetApp, RSA, Symantec, IBM, Dell, VMware entre outros.
A Westcon foi o distribuidor escolhido pela fabricante para ajudar nesta jornada em busca de presença em território tupiniquim. ?Acreditamos que nosso approach para resolver problemas reais da atual gestão de TI, combinado com nossa opção de download de produtos para testes grátis antes da aquisição, fornece um modelo único para atrair profissionais de tecnologia, que podem combinar o software com soluções de outras empresas?, afirmou Sanjay Castelino, vice-presidente da SolarWinds.
A empresa faz negócios com o Brasil desde 2008, mas, agora, olha com mais afinco para os negócios no País. ?Estamos apenas começando nossa expansão na região, trabalhando para criar um reconhecimento da marca?, explica Castelino. ?Nossos produtos e serviços se diferem totalmente de fornecedores tradicionais de software, como Ca Technologies, HP, IBM e outros.?
A SolarWinds já conta com uma equipe de vendas dedica para o mercado brasileiro e, mesmo com o atendimento totalmente baseado nos Estados Unidos, os profissionais de vendas ?falam português?, ressalta. Veronica Ponce de Leon, gerente de desenvolvimento de negócios da SolarWinds, que atualmente está baseada em Austin, Texas (EUA), é a responsável pela escalabilidade dos negócios da fabricante no País.
A empresa conta com um portal em português para os parceiros, onde estão disponíveis downloads dos softwares da companhia.
O valor médio de uma transação com a SolarWinds é de 8 mil dólares, e o parceiro fica com 15% desse valor. Canais prestadores de serviços estão no escopo da companhia, mas há um grande foco dedicado a integradores de sistemas. ?O foco é encontrar equipes que realizam um alto volume de vendas por mês.?
?Os produtos da SolarWinds são muito simples de testar e usar, sem sacrificar funcionalidades poderosas e escalabilidade, e tem preços muito mais acessíveis que o de nossos concorrentes?, pontua o VP. ?Muito de nossos parceiros encontram na SolarWinds um produto muito fácil de vender e dar suporte.?
Débora Gutierrez, diretora de marketing da Westcon Brasil, afirma que a receptividade pelos parceiros brasileiros foi positiva, e que o esforço da companhia está em olhar para todas as linhas que são trabalhadas pela distribuidora, selecionar canais, e criar a aproximação para negócios.
“A SolarWinds está investindo em funcionários e suporte em português, e está com ‘muito apetite’ para ganhar o mercado nacional”, ressalta a diretora. “É um momento de startup da SolarWinds Brasil, temos que sentir a adoção do canal e direcionar os passos.”
Cenário
A SolarWinds anunciou esta semana seus resultados para o segundo trimestre de 2012. A companhia registrou receita recorde total de 64 milhões de dólares, crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento estimado para 2012 é de 275 milhões de dólares.
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